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IA e epistemologia jurídica: preguiça ou ampliação cognitiva?

JOTA ·
IA e epistemologia jurídica: preguiça ou ampliação cognitiva?

Em 2025, um estudo do MIT Media Lab viralizou com a seguinte chamada: “ seu cérebro no ChatGPT [1] ”.

Eletroencefalogramas mostraram que quem escrevia com apoio de IA generativa apresentava a conectividade neural mais fraca.

Um achado que já havia sido resumido na palavra escolhida como a do ano de 2024, brain rot , a “fritura” do cérebro [2] .

É esse mesmo alerta, em escala coletiva e institucional, que orienta a pesquisa de Daron Acemoglu, Nobel de Economia, sobre o que chamou de colapso do conhecimento e que ajuda a entender como a utilização de inteligência artificial impacta a epistemologia do Direito.

Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas Acemoglu e economistas do MIT, publicaram em 2026 trabalho com análise do potencial da IA para contribuir para o colapso do conhecimento público [3] .

Os autores trazem a diferenciação entre dois tipos de conhecimentos: o específico e o geral.

O primeiro é aplicado a um caso, resolvendo um problema prático-imediato.

No mundo jurídico, é a aplicação de uma norma abstrata e geral a um caso concreto, qualificando-a e interpretando-a, a exemplo da petição inicial.

O conhecimento geral, por sua vez, é aquele no qual são estabelecidos conceitos, teorias e categorias de aplicação transversal.

No Direito, são as doutrinas e a própria norma, principalmente em países de tradição de Civil Law , como o Brasil.

Quanto mais as pessoas se esforçam, individualmente, para resolverem um problema contextual, há um efeito positivo também no âmbito global.

Nesse sentido, a conduta individual em microprocessos possui também um efeito coletivo, de discussão e desenvolvimento de um macro conhecimento coletivo.

Porém, ao mesmo tempo, o uso da IA pode resultar em consequência negativa, que é a diminuição do esforço cognitivo na resolução de problemas concretos e, por conseguinte, a estagnação do conhecimento em nível coletivo, sobretudo algo novo.

Há, como consequência, uma mudança relevante dos processos sociais de produção de conhecimento, senão quantitativamente ao menos qualitativamente.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.

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