As pautas de diferentes setores da saúde para o próximo governo
Em anos eleitorais, o debate público costuma ser acompanhado tanto de promessas de campanha quanto por demandas da sociedade para o próximo ciclo eleitoral.
Entidades representativas da indústria, da academia, da saúde suplementar e de pacientes aproveitaram o momento para apresentar suas reivindicações aos candidatos à presidência nas eleições de 2026.
O fortalecimento da agenda de soberania nacional e tecnológica como política de Estado, a consolidação da pesquisa clínica no país, a modernização do parque tecnológico e a garantia de previsibilidade regulatória estão entre as demandas da indústria farmacêutica e de dispositivos médicos.
Na saúde suplementar, aparecem pleitos como interoperabilidade de sistemas, mecanismos para ampliação do acesso da população a planos de saúde, criação de uma instância única para avaliação de tecnologias e adoção da estratégia de preços confidenciais, em discussão no Ministério, também para o setor privado.
Já entidades ligadas à saúde pública direcionam suas reivindicações para o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e o fortalecimento da atenção primária à saúde, conectada à regionalização, integração assistencial e redução das filas especializadas.
Também entram na pauta a preparação do sistema público de saúde para desafios atuais como saúde mental e as emergências climáticas.
Futuro da Saúde analisou as reivindicações de diversas entidades da saúde e destaca as principais demandas para o pleito desse ano.
Veja a seguir: Financiamento da saúde Uma das demandas de especialistas é pela garantia de um financiamento adequado para a área.
Em carta, diversas associações, como a Associação Brasileira de Economia da Saúde (ABrES), a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), pedem que o orçamento público alcance, no mínimo, 6% do Produto Interno Bruto (PIB), considerando as três esferas, com gasto federal de ao menos 3% do PIB.
A exemplo dos países desenvolvidos com sistemas universais, defendem que o gasto público responda por pelo menos 60% do gasto total com saúde no país.
No documento, as entidades também pedem que o orçamento da saúde seja retirado do arcabouço fiscal aprovado em 2023 e propõem um Orçamento Participativo Nacional para ampliar a participação popular na definição das prioridades orçamentárias das políticas públicas.
Em direção semelhante, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) escreveu uma carta de contribuições para as eleições de 2026 pedindo por um financiamento estável e progressivo para o SUS: um investimento público em saúde de 7% do PIB até o final do próximo mandato.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.