Na euforia após 1º turno, títulos do Tesouro Direto caminham para superar ganho da bolsa na semana
Com nova queda nesta sexta-feira (9), a taxa dos títulos do Tesouro Direto chegam ao fim de uma semana sem precedentes desde a criação do produto.
Um dos papéis mais negociados, o Tesouro IPCA+ 2032, viu o rendimento cair um ponto percentual.
Em outros, como o Tesouro Prefixado 2032, a queda foi ainda maior.
Na marcação a mercado, isso significa que os títulos se valorizaram e, quanto maior o vencimento, maior foi a valorização.
Tão maior que os ganhos dos papéis com vencimentos intermediários e longos caminham para superar o lucro do Ibovespa na semana.
É o caso do Tesouro IPCA+ 2040, que valorizou-se 10,4% no período, ou do Tesouro Prefixado 2032, que anota ganho de 8,22%.
O principal índice de ações brasileiras acumula alta de 8,18% na semana.
A euforia foi um eco das urnas.
A vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empolgou o mercado e instituições financeiras de peso, como o J.P.
Morgan, atribuíram à renda fixa brasileira um potencial de valorização acima da média ("overweight").
A leitura é que, com isso, aumentou a probabilidade de um ajuste fiscal robusto em 2027, capaz de controlar as contas públicas e a inflação.
Imediatamente, a melhora das expectativas em relação aos juros faz crescer o fluxo de capital estrangeiro, e, com o dólar mais barato, a inflação deve observar alívio.
Esse alívio permite, em tese, que o Banco Central (BC) corte juros mais rapidamente.
O rali culminou, ontem, no maior leilão de prefixados desde 2020.
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