Casas Bahia em crise: quem mais no varejo tem problema de dívida?
Uma varejista pode vender bem e quebrar mesmo assim.
A Casas Bahia ( BHIA3 ) faturou R$ 6,97 bilhões no segundo trimestre, 1,6% a mais do que um ano antes, e ainda assim pediu recuperação judicial em 17 de agosto, com R$ 17,3 bilhões em dívidas.
O problema não estava no caixa das lojas – estava no endividamento.
A empresa fechou o trimestre com prejuízo de R$ 10,1 bilhões, contra R$ 555 milhões um ano antes, e patrimônio líquido negativo em cerca de R$ 8,1 bilhões, o que significa que deve mais do que vale.
Aproximadamente R$ 9,1 bilhões da perda vieram de eventos não recorrentes, como baixas de ativos e custos de reestruturação.
O caso reacendeu uma dúvida legítima para quem tem varejo na carteira: quem mais está nessa situação? Os balanços do segundo trimestre, já divulgados por praticamente todo o setor, dão uma resposta mais tranquilizadora.
As vendas estão fracas em quase todo lugar, mas a saúde financeira varia bastante entre as empresas.
Antes de entender caso a caso, é importante ressaltar que o consumo pressionado não é privilégio de quem está endividado.
Em relatório, o Goldman Sachs descreve um ambiente de consumo relativamente fraco em toda a América Latina, com poucas exceções conseguindo se descolar.
Leia também: BofA vê “tempestade próxima” com piora do crédito e eleva alerta para bancos e varejo A Lojas Renner ( LREN3 ) cortou a projeção de crescimento de receita para 2026, em revisão foi mal recebida pelos analistas.
“Isso deve contribuir para o ceticismo dos investidores em relação ao guidance , provavelmente tornando-o obsoleto até que a [Renner] de fato o entregue”, escreveu a XP em nota.
No Assaí ( ASAI3 ), as vendas em mesmas lojas ficaram negativas em 0,5%, com famílias de renda mais baixa trocando produtos por alternativas mais baratas.
O Grupo Mateus ( GMAT3 ) viu o indicador cair 8% e, no Magazine Luiza ( MGLU3 ), o volume de vendas recuou 5%.
A Copa do Mundo reduziu o fluxo nas lojas de forma temporária, e o Grupo SBF ( SBFG3 ), dono da Centauro, foi a exceção por conseguir surfar o torneio, com receita 22% maior.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.