Brasil ainda não reduz metano de forma contínua; estudo aponta 37 medidas para conter o gás
Gado pasta em campo cultivado com capim sabiá Ribeirão Preto, SP Divulgação As emissões de metano no Brasil ainda não apresentaram uma trajetória de queda consistente.
É isso o que aponta um novo estudo divulgado nesta terça-feira (18) pelo Observatório do Clima, rede que reúne organizações da sociedade civil dedicadas à agenda climática.
O material, batizado de SEEG Soluções, traz 37 propostas para tentar reverter esse cenário nos principais setores responsáveis pela poluição do gás no país. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O lançamento ocorre dois meses depois de a ONU cobrar dos governos ações mais rápidas contra o metano, apontado pela entidade como uma das formas mais baratas e eficazes de conter o aquecimento global no curto prazo. 📌 ENTENDA: O metano (CH₄) é um gás de efeito estufa com efeito mais intenso sobre o aquecimento do planeta no curto prazo do que o dióxido de carbono (CO₂).
Em um período de 20 anos, seu potencial de aquecimento é cerca de 80 vezes maior.
O Brasil emitiu 21 milhões de toneladas de metano em 2024, com a agropecuária respondendo por cerca de três quartos desse total.
Há cinco anos, durante a COP26, em Glasgow, o país assinou o Compromisso Global de Metano, tratado internacional que prevê reduzir as emissões em 30% até 2030.
Passado esse período, porém, o levantamento indica que o volume emitido pelo país não parou de crescer, o que distancia o Brasil da meta assumida no acordo.
“Temos à disposição um amplo conjunto de soluções para fazer isso, mas o Brasil precisa transformar esse conhecimento em ação coordenada e com escala”, disse David Tsai, coordenador do SEEG, em comunicado.
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Ainda que esteja presente em quantidade bem menor na atmosfera do que o dióxido de carbono, sua vida útil é bem mais curta, o que faz com que ações voltadas a esse gás específico produzam resultados sobre a temperatura do planeta em prazo mais curto do que medidas focadas no CO₂.
É essa combinação de abundância crescente e alto poder de aquecimento no curto prazo que torna o gás um alvo prioritário nas discussões sobre mudanças climáticas, sobretudo entre pesquisadores que defendem ações imediatas para conter os efeitos do aquecimento global nas próximas décadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.