Pai é preso pelo ICE enquanto filho militar está no Oriente Médio pelos EUA
O pai de um marinheiro dos EUA que serve no porta-aviões USS Abraham Lincoln foi detido por autoridades de imigração após uma abordagem de trânsito em Key West, na Flórida.
Patrulha de Fronteira dos EUA prendeu Luis Manuel Aviles Roa, imigrante da Nicarágua, durante uma abordagem a um veículo em Key West. O DHS (Departamento de Segurança Interna), órgão ao qual a patrulha é vinculada, afirmou no domingo que ele entrou ilegalmente no país e seguirá sob custódia do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) enquanto aguarda o processo de remoção.
O filho de Aviles Roa, Joshua Aviles, disse que está em missão no Oriente Médio e soube da detenção por telefone. "Estou em missão há mais de nove meses, no mar no Oriente Médio a bordo do USS Abraham Lincoln, lutando por um país que me deu tudo", escreveu ele em um post no Facebook.
Joshua afirmou que a família tentava regularizar a situação migratória e o processo de green card estava em andamento. "Acabei de receber uma ligação dizendo que meu pai foi levado pelo ICE", relatou, ao acrescentar que o pai tinha carteira de motorista, cartão da Previdência Social e autorização de trabalho.
O marinheiro descreveu o impacto emocional da notícia. "Fizemos tudo através da imigração para aprovar o green card dele, e estamos apenas esperando. Isso é de partir o coração para mim. Não sei como posso continuar trabalhando mentalmente mais de 12 horas por dia sabendo que meu pai está em algum lugar, possivelmente sendo tratado como um criminoso", escreveu.
O DHS afirmou que o parentesco com um militar não altera o cumprimento das regras migratórias. "Ter um membro da família nas forças armadas não é um passe livre para violar as leis da nossa nação", disse o órgão.
O USS Abraham Lincoln deixou o Oriente Médio no sábado, após um longo período sem atracar em portos. Segundo parlamentares democratas, o navio passou mais de 200 dias sem fazer escala, o que estabeleceu um recorde recente de dias consecutivos no mar.
O presidente Donald Trump diz que a repressão à imigração tem como objetivo reforçar a segurança interna. Grupos de direitos civis, por outro lado, afirmam que a política tem violado direitos de liberdade de expressão e de devido processo legal e criado um ambiente inseguro, especialmente para minorias étnicas, com queixas de perfilamento racial.
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