Ex-professor de Cambridge é encontrado morto após acusações de plágio
A família de Jason Arday, o acadêmico de Cambridge encontrado morto na sexta-feira (14) após sua renúncia no meio de alegações de plágio, descreveu-o como um “homem gentil” que enfrentou “abusos continuados.” Arday, de 41 anos, foi o professor negro mais jovem da história da Universidade de Cambridge e uma figura pública celebrada até o mês passado, quando sofreu uma rápida queda em desgraça após questionamentos intensos sobre suas conquistas acadêmicas e trabalho de caridade.
Arday tornou-se o foco de centenas de artigos duvidando de sua credibilidade e denegrindo seu caráter na mídia britânica e internacional.
A notícia de sua morte causou comoção geral, com muitos daqueles que prestaram homenagens argumentando que o tratamento recebido por ele foi desproporcional, se não abertamente racista.
Leia Mais Suspeito de assassinar estudantes nos EUA fez perguntas à IA antes do crime André Lamoglia leva Jade Picon no colo em noite romântica Jade Picon ganha beijo no pescoço de André Lamoglia em flagra na praia O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, descreveu no sábado a morte de Arday como “uma tragédia em tantos níveis.” “Não é um momento para qualquer apressamento em julgamentos”, disse Burnham a jornalistas.
“É um momento para reflexão, eu diria, refletindo sobre como as coisas chegaram a este ponto.” Em um comunicado divulgado por sua editora Simon & Schuster UK no sábado, a família de Arday disse que ele teve que lidar com anos de abuso.
“Jason foi submetido a uma campanha de abuso continuado por mais de três anos desde que aceitou o cargo de professor na Universidade de Cambridge por aqueles que não mediram esforços em sua busca para miná-lo”, disse a família.
“A campanha de desinformação foi demais para Jason, que era um homem gentil e que sempre queria ver o melhor em todos”, continuou o comunicado.
“Estamos em choque por ter perdido este pai, companheiro, irmão, tio e filho incrível”, disse a família de Arday, antes de pedir à imprensa que respeite sua privacidade e “pare a campanha de assédio que tem sido travada contra Jason e sua família por tanto tempo.” Cambridge havia iniciado uma investigação interna no início deste mês após as alegações, mas disse que Arday permaneceria no cargo.
Quando a notícia veio à tona, Arday renunciou imediatamente.
A Universidade de Cambridge inicialmente defendeu Arday, mas à medida que a especulação crescia, o apoio da prestigiosa instituição enfraqueceu e, no início deste mês, lançou uma investigação interna.
Embora a universidade tenha dito que ele permaneceria no cargo durante a apuração, Arday renunciou imediatamente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.