'Birdstrike': por que Aeroporto do Recife atrai tantas aves e tem 2º maior número de incidentes com aviões e pássaros no NE
'Birdstrike': Aeroporto do Recife registrou 130 colisões entre aviões e aves em 2025 Dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) mostram que o Aeroporto do Recife é o 10º do país e o 2º do Nordeste com o maior número de "birdstrikes", termo usado na aviação para descrever as colisão de aeronaves com pássaros.
Para especialistas, um dos fatores por trás disso é o aterro sanitário próximo do terminal (saiba mais abaixo).
O assunto chamou atenção nos últimos dias, depois que uma ave bateu na turbina de um avião da Gol, na segunda-feira (5).
O incidente fez o motor pegar fogo e, com isso, o piloto precisou voltar ao terminal e fazer um pouso de emergência. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Em 2025, a capital pernambucana registrou 130 ocorrências, ficando atrás apenas do terminal de Salvador.
Além das batidas, houve 54 avistamentos de aves na área de operação.
Conforme o levantamento do Cenipa, o número de "birdstrikes" na cidade cresceu ao longo dos últimos dez anos: 2015: 43 2016: 76 2017: 58 2018: 97 2019: 102 2020: 120 2021: 174 2022: 140 2023: 147 2024: 155 2025: 130 Com 58 anos de experiência e mais de 38 mil horas de voo, o comandante Antônio Jackson conhece bem os desafios do terminal.
Segundo o piloto, o momento mais delicado e que exige atenção redobrada é a decolagem, quando ele e o copiloto "vasculham" o entorno em busca de aves.
"Todo piloto, quando leva a aeronave para o ponto de decolagem, observa a pista, observa de alguém reportou [algum alerta].
Tem os procedimentos premeditados antes da decolagem.
Se, durante a decolagem, ocorrer um problema, eles sabem o que vão fazer.
Nunca existe uma surpresa imediata.
Está tudo previsto e nós temos os recursos para minimizar esse acontecer e trazer a aeronave de volta ao solo com segurança", afirmou.
De acordo com o comandante, o maior perigo está na força de sucção das turbinas, especialmente nos aviões de grande porte.
"Geralmente, [a ave] atinge mais criticamente as aeronaves maiores, com motores maiores, com aspiração maior de ar.
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