Os cinco desafios da Odontologia Suplementar para a próxima década – por Flávio Marcos Batista
A Odontologia Suplementar brasileira alcançou um novo recorde e ainda tem um amplo espaço para expansão.
Em julho deste ano, o Brasil ultrapassou 37 milhões de Beneficiários de Planos exclusivamente Odontológicos, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Apesar do avanço, a cobertura corresponde a 17,4% da população.
Os dois números ajudam a dimensionar o momento do Setor.
Nas últimas décadas, conseguimos ampliar o acesso à Assistência Odontológica e incorporar a Saúde Bucal ao pacote de benefícios de milhões de trabalhadores brasileiros.
Agora, entramos em uma etapa diferente.
A questão para os próximos dez anos não será apenas quantos novos Beneficiários conseguiremos incorporar, mas também, que mercado queremos construir para atendê-los.
Nesse horizonte, cinco desafios devem ocupar cada vez mais espaço na agenda da Odontologia Suplementar.
O primeiro deles é seguir ampliando o acesso e encontrar novos caminhos para o crescimento.
Chegar a mais brasileiros exigirá compreender realidades econômicas, profissionais e regionais distintas e desenvolver modelos capazes de atender públicos que ainda estão fora da Odontologia Suplementar.
O mercado corporativo continuará sendo fundamental nesse processo.
Cerca de três em cada quatro Beneficiários de Planos Odontológicos estão hoje vinculados a contratos coletivos empresariais.
O benefício Odontológico conquistou espaço na relação entre empresas e trabalhadores, mas existe oportunidade para avançar entre famílias, profissionais autônomos, pequenas empresas e diferentes perfis de consumidores.
Um dos desafios da próxima década será justamente fazer com que a expansão do Setor alcance também esses públicos.
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