Ata do Copom acende alerta para a inflação; entenda os riscos e quais podem ser os próximos passos do Banco Central
Apesar da moderação na trajetória da atividade econômica no Brasil, a previsão para a inflação continua sendo um dos principais riscos, na avaliação do Banco Central.
E, se as expectativas estão desancoradas, ou seja, o mercado não acredita na capacidade de a inflação voltar para dentro da meta, o custo para recuperar essa expectativa é ainda maior.
O Banco Central publicou, na manhã desta terça-feira (11), a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária ( Copom ), que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual (p.p.) para 14% ao ano.
Na ata, o comitê destaca que o ambiente externo permanece incerto em função da indefinição sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados no Oriente Médio e as consequências na política monetária das economias avançadas.
Além disso, a equipe segue em tom cauteloso em relação a volatilidade de preços de ativos e commodities .
Por isso, o cenário restritivo pode se manter por um tempo maior do que seria necessário caso essa previsão para a inflação no horizonte relevante estivesse ancorada.
Cenário doméstico No ambiente doméstico, o Copom avaliou que a atividade econômica segue em trajetória de moderação, como já era esperado.
Os indicadores apontam para uma desaceleração na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2026, disseminada entre os componentes de oferta e demanda.
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