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Saúde

“Brasil pode se tornar um laboratório de inovação em políticas de acesso”, diz Marcelo Rainer, head de Valor e Acesso da Região LACan, da Novartis

Futuro da Saúde ·
“Brasil pode se tornar um laboratório de inovação em políticas de acesso”, diz Marcelo Rainer, head de Valor e Acesso da Região LACan, da Novartis

Em entrevista exclusiva, Marcelo Rainer analisa as potencialidades e os desafios do país na agenda de acesso

A ampliação de opções terapêuticas para diversas doenças traz o desafio de transformar avanços científicos em acesso efetivo e benefícios concretos para os pacientes. No Brasil, essa discussão ganha contornos complexos. Com dimensões continentais, um sistema universal de saúde de grande escala, um mercado privado relevante e instituições regulatórias reconhecidas internacionalmente, o país reúne condições singulares para testar novas estratégias de acesso à inovação. Na avaliação de Marcelo Rainer, head de Valor e Acesso da Região LACan da Novartis, os aprendizados gerados nesse ambiente têm potencial para servir de referência e influenciar políticas de acesso em toda a América Latina.

Em entrevista ao Futuro da Saúde, Rainer analisa o potencial do país para liderar novos modelos de financiamento, os desafios para promover acesso na região e o papel dos acordos de compartilhamento de risco para terapias inovadoras. Segundo ele, garantir que a inovação chegue aos pacientes exige olhar para toda a jornada de acesso. “É preciso garantir agilidade, previsibilidade e eficiência em toda a jornada para que a inovação chegue mais rápido e de forma equitativa aos pacientes”, afirma.

Ao longo da conversa, o executivo detalha a necessidade de fortalecer o debate sobre valor das novas tecnologias para pacientes e para o sistema de saúde — uma tendência já vista no exterior. “Países que mais avançaram entenderam que sustentabilidade está atrelada ao cuidado baseado em valor e a capacidade de medir resultados”, destaca. Embora o Brasil possa se inspirar em modelos de valor globais, ele lembra que “não existe uma fórmula única que possa ser copiada sem adaptação”. Assim, na visão de Rainer, é preciso conectá-los a um problema real de acesso e à maturidade regulatória local.

Marcelo Rainer – A dimensão, complexidade e diversidade do Brasil fazem do seu sistema de saúde um dos mais fascinantes do mundo. De um lado, temos o Sistema Único de Saúde, sustentado pelos princípios de equidade, universalidade e integralidade, e que fazem do SUS uma referência global. Sua capacidade de alcançar milhões de brasileiros em um país com dimensões continentais é extraordinária, porém é acompanhada por desafios estruturais de financiamento, gestão e capacidade operacional para responder as crescentes demandas assistenciais e à incorporação de novas tecnologias. De outro, uma saúde suplementar expressiva, que tem papel fundamental complementando o setor público, porém altamente fragmentada e desafiada pela sustentabilidade financeira e gestão de sinistralidade. Essas fragilidades estruturais, assim como as desigualdades regionais do país, impactam a inovação de duas maneiras principais: na velocidade de adoção das novas tecnologias e na coordenação da jornada do paciente pelo sistema.

“Em um país de dimensões continentais, a chegada da inovação não se resume à aprovação regulatória ou à incorporação formal.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.

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