Justiça suspende demissões da Casas Bahia após fechamento de 298 lojas
O plano da Casas Bahia para cortar despesas com o fechamento de 298 lojas ganhou um obstáculo inesperado.
A Justiça do Trabalho suspendeu as demissões coletivas feitas pela varejista e determinou o restabelecimento dos vínculos de trabalhadores dispensados nos últimos dias.
A decisão alcança demissões realizadas entre 13 e 17 de agosto.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio estima que cerca de 1.900 funcionários tenham sido atingidos pelos cortes.
A Casas Bahia terá cinco dias para restabelecer os vínculos e 48 horas para reativar benefícios como planos de saúde.
A ordem não determina a reabertura das lojas.
Na prática, portanto, a companhia poderá ter de manter empregados remunerados mesmo depois de encerrar os pontos onde trabalhavam, até que negocie as dispensas com os sindicatos ou consiga reverter a decisão.
O problema aparece justamente quando a Casas Bahia tenta reduzir sua estrutura para recuperar rentabilidade e caixa.
O fechamento das 298 unidades faz parte da segunda fase do plano de transformação do grupo, que prevê redução do quadro e das despesas para adequar a operação ao menor número de lojas.
Continua após a publicidade No balanço do segundo trimestre, a companhia reconheceu uma provisão de R$ 502 milhões relacionada à reorganização de pessoal e ao fechamento de unidades.
A empresa informou à CVM que ainda não consegue estimar com precisão o impacto financeiro das medidas mais recentes.
A juíza também determinou que a Casas Bahia preserve e-mails, mensagens, apresentações, planilhas, atas e outros documentos relacionados ao plano de cortes desde janeiro.
Continua após a publicidade A Casas Bahia pode recorrer da decisão.
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