Empréstimo com FGTS vale a pena? Entenda o que acontece com o saldo na demissão
A possibilidade de usar parte do FGTS como garantia de um empréstimo entrou em vigor em 26 de junho e pode reduzir os juros cobrados do trabalhador.
Mas, quase três meses depois, especialistas avaliam na prática se vale a pena utilizar esse recurso, frisando que a contrapartida precisa ser considerada antes da contratação.
Especialmente em determinadas situações de desligamento, quando os recursos que normalmente reforçariam o caixa no caso de um desemprego podem acabar sendo direcionados para amortizar a dívida.
Pelas regras atuais do Crédito do Trabalhador, o uso é facultativo e pode envolver até 10% do saldo disponível no FGTS e até 100% da multa rescisória, além do comprometimento de até 35% das verbas rescisórias nas condições previstas para o consignado, segundo o Ministério do Trabalho.
Nas operações enquadradas nas novas regras e que utilizam a garantia, a taxa de juros é limitada a 1,99% ao mês.
Isso não significa, porém, que todos os trabalhadores pagarão 1,99%.
As instituições podem oferecer taxas até menores e as propostas variam conforme a análise de risco da pessoa e as condições de cada operação.
Para Rodolfo Takahashi, CEO da Gooroo Crédito, a modalidade pode ser interessante principalmente quando substitui dívidas mais caras.
“Pode valer a pena, principalmente quando o trabalhador consegue fazer uma operação com custo menor.
Porque a principal função da garantia é reduzir o risco da operação de crédito e, com isso, possibilitar condições de crédito mais competitivas”, afirma.
Ele ressalta, entretanto, que a decisão não deve ser tomada apenas pela taxa anunciada.
Prazo, prestação, Custo Efetivo Total (CET) e quais recursos serão oferecidos como garantia precisam entrar na conta.
Leia também: FGTS faz 60 anos: saiba o que mudou e como gerir o dinheiro do fundo sem sair de casa O FGTS sai da conta? Não.
E essa é uma das principais diferenças em relação ao saque-aniversário.
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