Depois da Margem Equatorial, Petrobras (PETR4) agora quer atravessar o oceano para extrair petróleo em Gana
A Petrobras (PETR4) está com um daqueles planos que ninguém é capaz de tirar da cabeça.
A empresa tem investido para recompor as reservas de óleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, tanto no Brasil quanto no exterior — e deu um passo do outro lado do oceano rumo a esse objetivo: em Gana , país na costa oeste do continente africano.
A estatal anunciou o interesse em blocos exploratórios de petróleo localizados em área marítima da Bacia de Keta .
O Ministério de Energia e Transição Verde do país deu sinal verde para o início das negociações, o que dá aval para a Petrobras avançar no acordo dos termos dos contratos de exploração.
Por enquanto, o impacto para a empresa e para as ações deve ser limitado, na visão de Ruy Hungria, analista da Empiricus Research .
A Bacia de Keta é uma área que a Petrobras tem interesse em explorar porque, eventualmente, pode ter petróleo que talvez seja comercialmente viável para a companhia.
Porém, "é difícil saber a priori qual será o resultado dessas campanhas exploratórias", explica o analista.
Cabe destacar que, nesta semana, a empresa também divulgou a descoberta de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas , na Margem Equatorial , que já era uma aposta da petroleira há decadas.
Esses investimentos em busca de novas fontes de petróleo são uma estratégia da estatal de buscar novas reservas, dado que, a partir de 2035, o pré-sal deve atingir o pico de produção para começar a declinar.
Outra movimentação recente Na última quinta-feira (20), um dia antes do anúncio de negociação para blocos exploratórios em Gana, a Petrobras também anunciou um contrato com o Porto do Açu , no Rio de Janeiro, para a operação regular de exportação de coque de petróleo — um subproduto do refino usado como combustível industrial e na indústria siderúrgica.
A previsão é de que sejam movimentadas até 600 mil toneladas de coque por ano, escoando a produção de quatro refinarias na região Sudeste: REGAP, em Betim (MG), REDUC, em Duque de Caxias (RJ), REPLAN, em Paulínia (SP) e REVAP, em São José dos Campos (SP).
Esse é o primeiro contrato entre as empresas para esse tipo de movimentação e contempla recebimento, armazenagem e exportação da carga pelo terminal, que possui 500 metros de cais operacional.
A primeira operação está prevista para o fim de agosto.
O contrato é válido por um ano e prevê a possibilidade de renovação por mais cinco.
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