Moraes vota para levar Bacellar, TH Joias e desembargador ao banco dos réus
O ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira, 14, para receber a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os ex-deputados estaduais Rodrigo Bacellar (União-RJ) e Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2), e outras duas pessoas por obstrução de uma investigação da Polícia Federal sobre o Comando Vermelho.
A Primeira Turma do STF começou a decidir o caso no plenário virtual.
Nessa modalidade, não há sessão presencial ou por videoconferência.
Os ministros registram os votos em uma plataforma online, sem deliberação em tempo real.
Por ser o relator, Moraes abriu os votos e justificou que a PGR “descreveu, detalhadamente, as condutas criminosas”.
Como regra, a decisão sobre o recebimento de denúncias criminais envolve uma avaliação preliminar sobre os elementos que embasam as acusações.
Os ministros analisam se há provas da materialidade dos crimes, ou seja, se a acusação foi capaz de comprovar que eles aconteceram e em que contexto.
Se houver indícios mínimos – o que se chama no jargão jurídico de “justa causa da ação penal” -, o processo é aberto para aprofundar as provas e a extensão da participação ou não de cada um dos denunciados.
Para Alexandre de Moraes, a PGR “descreveu, satisfatoriamente, os fatos típicos e ilícitos com todas as suas circunstâncias”.
Por isso, o ministro votou para que os denunciados sejam levados ao banco dos réus por três crimes: obstrução de investigação sobre organização criminosa armada, violação de sigilo funcional e favorecimento pessoal.
Estão pendentes os votos de Flávio Dino , Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que têm até 21 de agosto para votar.
Continua após a publicidade Denúncia Ao apresentar a denúncia ao STF, em março, o procurador-geral da República Paulo Gonet afirmou que as provas reunidas no inquérito “não deixam dúvidas” de que houve uma atuação coordenada para atrapalhar as investigações da PF e favorecer o CV.
As defesas negam enfaticamente as acusações.
Continua após a publicidade A investigação que o grupo teria agido para abafar é a Operação Zargun, conduzida pelo desembargador Macário Júdice Neto, que está afastado das funções e teria vazado informações confidenciais e privilegiadas a Bacellar.
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