‘Volto do futuro e digo que é possível’, diz coordenadora de projetos do Brasil de Fato após visita à China
Modernidade com tradição, economia de mercado com planejamento estatal, investimento em educação e tecnologia. São vários os aspectos destacados pelos jornalistas entrevistados pela TV 247 , que participaram do “Workshop de Mídias do Sul Global”, com uma viagem promovida pelo governo chinês para comunicadores e veículos de comunicação da América Latina.
“Chegar em um país como a China foi realmente muito impressionante e muito emocionante de ver que é possível, né? Eu volto do futuro e digo: ‘É possível'”, disse a coordenadora de projetos do Brasil de Fato , Caroline Apple, no programa Estação Sábia , comandado pela jornalista Regina Zappa.
“A viagem abriu realmente um universo novo de percepção política, cultural e de narrativas de bem-estar, de organização social. Eles não falam em cópia do modelo, mas nos inspiram a buscar os nossos caminhos. Eles já se molharam e cederam o guarda-chuva para que outros não se molhassem.”
Nesse sentido, o editor do site Outras Palavras , Antonio Martins, que esteve na China pela segunda vez, analisa o modelo chinês como um sistema híbrido. “Eu não chamaria o sistema nem de capitalismo, nem de capitalismo de Estado. É, na verdade, um sistema híbrido, no qual, num certo sentido, vigora a lei do capital, com a grande maioria de empresas privadas, onde estão 80% dos trabalhadores. No entanto, essas empresas estão submetidas a um planejamento central, com uma coordenação. O que ela vai produzir, o tom geral que ela vai seguir, um plano que depois se descentraliza.”
Ao mesmo tempo, destaca Martins, serviços essenciais como água, energia, transportes ou sistema viário estão na mão do Estado.
Ao comparar com o sistema soviético, Martins lembra a análise do economista Ladislau Dowbor , que entende o sistema anterior como um outro tipo de alienação. “Mas, no estágio em que a gente está, dizem eles [os chineses], é preciso deixar as pessoas tomarem iniciativa. É, é preciso deixar as pessoas aprenderem por conta própria a imaginar o que elas vão produzir e como elas vão ter uma renda.”
Antonio lembra também que, apesar de ter um ou outro banco privado, o sistema financeiro todo está subordinado ao Banco do Povo da China, o banco central do país. “Há um sistema bancário cuja essência é pública. Não tem rentismo na China.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.brasildefato.com.br — o conteúdo pertence a Brasil de Fato.