Justiça nega habeas corpus e Menina do Ministério Etrom segue presa
O desembargador Diaulas Costa Ribeiro, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), negou um pedido de habeas corpus feito pela defesa de Lusimar Augustinho da Silva, mais conhecida como “Menina do Ministério Etrom”.
“Também não ficou demonstrado, até o momento, que o tratamento necessário seja incompatível com a custódia ou que o sistema prisional esteja deixando de prestar a assistência determinada.
Ao contrário, a decisão de origem ordenou comunicação urgente da condição de saúde da paciente e o encaminhamento do relatório psicossocial aos órgãos responsáveis”, diz o desembargador no documento.
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O Metrópoles investigou a vida da mulher em 2025 e descobriu que ela passou a infância na igreja, sendo criada pelos avós após perder os pais.
Na época, um parente de Lusimar chegou a afirmar que parentes tentaram internação para a mulher, com intenção de ajudá-la.
“A gente não tem mais forças”, disse a pessoa.
Lusimar fugiu de um hospital psiquiátrico e foi dada como desaparecida pela avó.
Tempos depois, fundou um blog intitulado Neutro, no qual falava sobre política de forma desconexa.
A partir daí, começou a viralizar nas redes sociais e conquistar seguidores com seus textos desconexos.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou à reportagem, na ocasião, que havia uma série de boletins de ocorrência contra ela.
Em novembro de 2025, ela disparou ofensas racistas contra um segurança de um hotel em São Paulo e foi denunciada pelo Ministério Público por racismo.
O desembargador também pede “realização de exame médico pericial para avaliar sua sanidade mental e definir sua condição jurídica de imputável, inimputável ou semi-imputável”.
Em contato com o Metrópoles , a defesa de Lusimar afirma: “[A decisão] Deu espaço para pedirmos o incidente de insanidade mental, que estamos preparando.” 4 imagens Fechar modal.
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