Diretor da Amcham defende uso da lei de reciprocidade como negociação
As relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos estão em uma nova fase de diálogo, com a expectativa de retomada das negociações entre os dois governos.
Em entrevista, Fabrício Panzini, diretor da Amcham Brasil, abordou os impactos das sobretaxas e a importância da lei de reciprocidade.
Impactos das sobretaxas Panzini destacou que tanto o empresariado norte-americano quanto o brasileiro demonstram contrariedade às sobretaxas e restrições nas importações.
Segundo ele, a Amcham e a West Chamber, a maior entidade empresarial dos EUA, manifestaram publicamente que as tarifas aumentam os custos para os consumidores e reduzem a competitividade das empresas.
Mais de 1/3 do comércio bilateral é entre empresas do mesmo grupo.
As tarifas afetam cadeias produtivas integradas.
A lista de produtos excepcionados da sobretaxa tem aumentado.
Lei de reciprocidade como ferramenta de negociação Panzini afirmou que a Amcham vê a lei de reciprocidade como um instrumento de negociação, e não de retaliação.
Ele ressaltou a importância do diálogo com o governo brasileiro para expressar as preocupações do setor empresarial.
90% das empresas consultadas pela Amcham preferem a diplomacia para resolver tensões.
A lei deve ser utilizada de forma comedida para evitar impactos negativos.
A relação Brasil-EUA é única e complementar, beneficiando ambos os lados.
Expectativas futuras O diretor da Amcham expressou otimismo em relação ao futuro das negociações, especialmente após a recente conversa entre os presidentes dos dois países.
Ele acredita que a diplomacia é o melhor caminho para superar as tensões comerciais e eliminar as sobretaxas.
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