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MP junto ao TCU pede suspensão de reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula

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MP junto ao TCU pede suspensão de reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) pediu a suspensão do reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A medida foi formalizada na quinta-feira (17) e começa a produzir efeitos na folha de outubro.

Valor, data do pagamento, quem tem direito: tudo sobre o reajuste do Bolsa Família A representação foi apresentada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, que questiona se há previsão orçamentária suficiente para bancar o aumento.

O pedido ainda será analisado pelo TCU.

Segundo Furtado, o decreto não apresenta estimativa do impacto financeiro, não especifica a fonte de custeio nem demonstra compatibilidade com a Lei Orçamentária Anual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Ele pede que o tribunal apure possível descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Leia também Conta do Bolsa Família pode elevar preço fiscal de eventual Lula 4, diz analista Para Bárbara Baião, custo de R$ 22 bilhões previsto para 2027 amplia dúvidas sobre espaço para ajuste fiscal em eventual novo mandato Revisão de gastos do INSS abriu espaço para reajuste no Bolsa Família, diz ministro Governo diz que revisão das despesas permitiu bancar aumento de 15,04% no benefício; medida terá impacto de R$ 5,8 bilhões neste ano A representação também questiona o uso de decreto presidencial para elevar os valores.

Na avaliação do subprocurador, o Executivo teria criado novas obrigações financeiras sem previsão legal específica.

Furtado solicitou ainda que Lula e os ministros responsáveis pela medida sejam chamados a apresentar, em até 15 dias, informações sobre a dotação disponível e o impacto esperado.

O pedido inclui manifestação da Secretaria de Orçamento Federal e da Secretaria do Tesouro Nacional sobre a existência de recursos para custear a mudança.

O subprocurador pede uma decisão cautelar para impedir o início dos pagamentos reajustados enquanto o TCU analisa o caso.

Ele argumenta que valores já transferidos aos beneficiários seriam de difícil recuperação caso o tribunal conclua posteriormente pela existência de irregularidades.

A proximidade das eleições também aparece na representação.

O decreto foi editado a 17 dias do primeiro turno, e Furtado afirma haver risco de uso político-eleitoral da ampliação do benefício.

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