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Jogos de guerra – por que precisamos simular nossos embates

Galileu ·
Jogos de guerra – por que precisamos simular nossos embates

Imagine que você precisa tomar uma decisão em seu trabalho que o ajude a enfrentar a concorrência – aumento ou não o preço do meu produto? Mudo de fornecedor? Contrato um ajudante? Mas atenção: os resultados dessa decisão não dependem só de você – se a ideia é enfrentar a concorrência, abocanhando uma parte do mercado, aumentando sua base de clientes, as ações ou reações do concorrente também importam.

Dependendo da forma como ele reagir, outra ação será necessária; mas isso levará a outra reação.

E, claro, além disso, existem questões que afetam ambos, como inflação, redução do poder de compra, mudança no perfil do consumidor.

Como tomar a melhor decisão nessa verdadeira guerra? Seria interessante criar uma simulação dessa situação em que existe competição a partir de sucessivas interações entre os envolvidos, na qual a sequência de eventos afeta e é afetada pelas decisões dos participantes.

Nos cenários criados podem-se inserir não apenas as variáveis dos possíveis comportamentos da concorrência, mas também outros aspectos que sejam relevantes, sejam econômicos, sociais e por aí vai.

Embora não fossem bolas de cristal, essas simulações poderiam trazer mais segurança, reduzindo incertezas e antecipando prejuízos prováveis, permitindo preparação para absorvê-los.

Pois esses modelos existem e, não por acaso, são chamados jogos de guerra.

A Marinha do Brasil (que mantém o único Centro de Jogos de Guerra do país, desde 1914) os define como “um conjunto de situações fictícias ou não, caracterizadas por conflito de interesses e apresentadas cronologicamente aos jogadores na forma de desafios, cuja superação implica o emprego simulado da expressão Militar do Poder Nacional, condicionado por aspectos ambientais, socioculturais e conjunturais”.

Apesar da origem militar, a analogia com as mais variadas situações da vida civil é evidente.

O Capitão de Mar e Guerra Alexandre Tito dos Santos Xavier, instrutor do Centro de Jogos de Guerra, defende que os jogos “têm a sua aplicabilidade também no meio civil, seja para elaboração de políticas públicas, combate a pandemias, competição no mundo empresarial e planejamentos por parte de agências governamentais, dentre outras aplicações”.

E, a despeito dos propósitos originais sérios e por vezes graves, os jogos de guerra rapidamente se converteram em formas de entretenimento, disputando espaço com jogos de tabuleiro tradicionais.

O escritor H.

G.

Wells foi um dos pioneiros mais famosos na introdução desse hobby nos domicílios europeus com seu livro Little Wars, um manual para simular batalhas com pequenas miniaturas que alcançou grande sucesso no início do século 20.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.

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