Inflação acima do esperado ameaça os cortes da Selic? Economistas avaliam o que muda para o BC
O mercado recebeu nesta sexta-feira (9) os dados de inflação referentes ao mês de setembro e os números vieram pior do que o esperado, o que adiciona uma pitada de incerteza de como o Banco Central irá ler esse dado para sua próxima decisão de política monetária.
O índice reverteu a queda de 0,32% de agosto com uma disparada de 0,82% e superou a mediana do mercado de 0,75%.
Em 12 meses, a inflação acelerou de 4,22% para 4,58%, voltando a ultrapassar o teto de tolerância da meta, de 4,50%.
No ano, acumula 3,95%.
A preocupação vai além da alta da conta de luz.
A surpresa em combustíveis e serviços, acompanhada de núcleos acima do esperado, tornou a composição do indicador menos favorável à continuidade da flexibilização monetária.
Por que o IPCA veio pior do que o esperado? A energia elétrica residencial subiu 7,98% e respondeu por 0,32 ponto percentual do IPCA .
O principal fator foi o fim do bônus de Itaipu, que havia reduzido as contas em agosto.
Esse movimento, porém, já era esperado.
Segundo Leonardo Costa, economista do ASA, a surpresa em relação à projeção da casa veio principalmente da gasolina, cuja alta superou as estimativas.
Transportes avançou 0,89%, com pressão de passagens aéreas, que subiram 9,66%, e combustíveis, com alta de 1,41%.
Alimentação e bebidas aumentou 0,83%, após três meses de queda, puxada por itens como tomate e batata.
Para a política monetária , o destaque foi a média dos núcleos — medidas que ajudam a identificar a tendência da inflação ao reduzir a influência de componentes mais voláteis.
Ela ficou em 0,36%, acima dos 0,31% previstos pelo ASA e pela mediana Broadcast citada pela casa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.