Na curva a termo, mercado precifica 90% de chance de corte na Selic em setembro – e vê espaço para mais um corte
A curva de juros futuros recua nos vértices de curto prazo após dados de inflação mais benignos, que reforçaram as apostas de um novo corte na Selic, combinado com alívio nos preços do petróleo no mercado internacional.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 ( IPCA -15) desacelerou no comparativo mensal.
A prévia da inflação oficial do Brasil teve deflação de 0,40% em agosto, após ter avançado 0,06% em julho.
No acumulado dos 12 meses, a inflação desacelerou para 4,24% — ligeiramente acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC), de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
IPCA-15 tem deflação maior que a esperada e reforça corte da Selic A melhora nos números refletiu na curva a termo, principalmente nos vértices de curto prazo.
Minutos após o IPCA-15, a taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 , de curtíssimo prazo, caiu 3 pontos-base , a 13,650% , na mínima intradia, ante 13,680 % do fechamento anterior.
Já por volta de 14h (horário de Brasília), a taxa operava a 13,675%.
A DI para janeiro de 2036 , de longo prazo, recuou 2 pontos-base após o IPCA-15, a 14,360%, e operava a 14,460% por volta de 14h, ante 14,380% do fechamento de ontem (25).
“Tivemos alguma queda [nas taxas de DIs] após a divulgação do resultado, uma vez que o IPCA-15 surpreendeu com a deflação maior que a projetada”, afirma economista-chefe do Banco Bmg, Flávio Serrano.
Segundo ele, a curva a termo agora precifica cerca de 90% de chance de corte de 25 pontos-base na próxima decisão do Comitê de Política Monetária ( Copom ) do Banco Central , continuando assim, o ciclo de reduções nas taxas de juros iniciada em março.
A curva também precifica um outro corte na decisão seguinte, em novembro, com 30% de probabilidade.
Hoje, a Selic está em 14,00% ao ano.
Pressão dos Treasuries O alívio na curva a termo brasileira é limitado, porém, pelo avanço dos juros nos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, também refletindo dados de inflação norte-americana.
O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal ( PCE ) dos Estados Unidos subiu 0,2% em julho, segundo divulgado pelo Bureau of Economic Analysis ( BEA ).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.