Corinthians é cobrado pelo MP por calotes e R$ 60 milhões sem comprovantes
O Corinthians voltou a ser cobrado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por pendências financeiras relacionadas ao Regime de Centralização de Execuções (RCE).
O órgão reiterou pedidos para que o clube apresente documentos que comprovem movimentações de aproximadamente R$ 60 milhões e esclareça atrasos nos pagamentos a credores da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), vinculada à CBF.
Entre as solicitações está a intimação do Timão para explicar a situação dos compromissos assumidos na CNRD, diante de notícias de inadimplência e possíveis sanções esportivas.
O Ministério Público também quer informações sobre eventuais receitas bloqueadas ou comprometidas com outras obrigações financeiras.
Além disso, o órgão solicitou a publicação de uma intimação para que o Corinthians regularize R$ 10.140.956,79 referentes aos rateios de julho e agosto no RCE.
O pedido ocorre após reclamações de credores sobre a falta de repasses, conforme informações publicadas pela ESPN.
MP cobra comprovantes de R$ 60 milhões do Corinthians O Ministério Público voltou a solicitar esclarecimentos sobre diferentes operações financeiras realizadas pelo clube.
Entre elas, está um pagamento de R$ 26.034.838,02 atribuído à Caixa Econômica Federal, cuja comprovação depende da apresentação de documentos bancários e demonstrações contábeis da Arena Itaquera S.A.
Outro ponto envolve R$ 1.393.279,13 em deduções relacionadas ao FIDC Daycoval, que o órgão pede que sejam reincluídas no cálculo do regime.
O MP também quer explicações sobre os R$ 32.775.000 recebidos da Nike em 31 de agosto e classificados pelo clube como uma operação financeira.
A Promotoria solicitou acesso aos contratos relacionados à fornecedora de material esportivo, com disponibilização sob sigilo aos interessados.
O objetivo é esclarecer a natureza da operação e verificar se a classificação contábil adotada pelo Corinthians está adequada.
O clube também deverá publicar o edital de leilão reverso referente a R$ 3.141.958,11, valor relacionado a 20% das transferências de atletas entre fevereiro e agosto.
O Ministério Público ainda cobra a apresentação da relação individualizada das guias judiciais do Banco do Brasil.
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