Retocolite ulcerativa: veja alimentos que podem funcionar como gatilho e intensificar as crises
Entenda como alguns alimentos podem aumentar a diarreia, a distensão abdominal e a urgência para evacuar
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Diarreia, dor abdominal, urgência para evacuar e presença de sangue nas fezes são alguns dos sintomas que podem fazer parte da rotina de quem convive com a retocolite ulcerativa, uma doença inflamatória crônica que afeta principalmente o cólon e o reto.
A prevalência da retocolite ulcerativa (RCU) no Sistema Único de Saúde (SUS) atingiu 56,5 casos a cada 100 mil habitantes, conforme o mais amplo estudo epidemiológico nacional sobre Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), baseado em dados compilados do DataSUS. Isso representa um crescimento superior a 250% no intervalo analisado, já que a taxa era de 15,8 por 100 mil habitantes no início do monitoramento.
Embora a alimentação não seja a causa da retocolite ulcerativa, determinados alimentos podem agravar sintomas gastrointestinais em parte dos pacientes, principalmente durante os períodos de crise da doença. Por isso, conhecer possíveis gatilhos pode ajudar na construção de uma alimentação mais confortável e adequada.
O gastroenterologista Dr. Paulo Roberto Bertoletto, coordenador do curso de Medicina da Uniderp Dourados, explica que o tratamento da condição varia de pessoa para pessoa, mas algumas orientações são valiosas para amenizar gravidades em todos os casos.
“Não existe uma lista universal de alimentos proibidos para quem tem retocolite, a resposta varia conforme o quadro do paciente. Durante uma crise, alguns alimentos podem aumentar a diarreia, a distensão abdominal e a urgência para evacuar”, ressalta.
A seguir, o especialista cita cinco alimentos que devem ser evitados por quem tem retocolite ulcerativa.
Para algumas pessoas com retocolite ulcerativa , o café pode aumentar a frequência e a urgência das evacuações. Isso ocorre porque a cafeína pode estimular o funcionamento intestinal, o que pode ser especialmente desconfortável durante uma crise.
O leite merece atenção principalmente quando o paciente também apresenta intolerância à lactose. Nessa situação, o consumo pode provocar gases, distensão abdominal e diarreia, sintomas que podem se somar aos da própria retocolite ulcerativa.
“É importante não confundir intolerância à lactose com retocolite. Nem todo paciente precisa retirar leite e derivados da alimentação. Quando existe intolerância, podemos avaliar alternativas, inclusive produtos sem lactose, para preservar a oferta de cálcio e outros nutrientes”, explica o Dr. Paulo Roberto Bertoletto.
Molhos apimentados, como os preparados com pimenta-malagueta ou sriracha, aparecem entre os exemplos de alimentos que podem funcionar como gatilhos individuais para pacientes com doença inflamatória intestinal.
Apesar de ser um alimento relativamente simples, a pipoca pode ser difícil de tolerar durante os períodos de atividade da doença por causa das fibras e das partes mais resistentes do milho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.