Saúde faz contrato de R$ 3,8 milhões para monitorar recém-nascidos
A Funsau (Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul) fez um contrato de R$ 3.864 milhões com uma empresa de São Paulo para ter monitoramento neurológico em recém-nascidos de alto risco internados na UTI neonatal do HR (Hospital Regional), em Campo Grande.
O contrato tem duração de 24 meses, com pagamento mensal de R$ 161 mil, podendo ser prorrogado por 10 anos.
A empresa Protecting Brains & Saving Futures Sistema de Diagnósticos Integrados Ltda., nome que em português significa protegendo cérebros e salvando futuros, divulga em sua página na internet que oferece o serviço permanente de monitoramento neurológico de bebês.
Especializada nesse tipo de acompanhamento, ela foi contratada sem licitação.
O mesmo serviço é oferecido a cerca de 50 hospitais, segundo consta no material de divulgação no site da empresa, que existe há uma década.
No Estado, o hospital referência em neuropediatria é a Santa Casa de Campo Grande, que enfrenta crise financeira e está com a contratualização com o SUS vencida, sendo renovada periodicamente enquanto as contas do hospital devem passar por perícia para o poder público oferecer uma nova pactuação.
Na semana passada, o secretário de Saúde da Capital, Marcelo Vilela, apontou a neuropediatria como uma das especialidades em que é difícil encontrar profissionais para trabalhar na saúde pública.
Já a pasta estadual mantém um serviço de telemedicina com uma série de especialidades para ajudar médicos na formulação de diagnósticos, como endocrinologia de adultos, psiquiatria, reumatologia, pneumologia, ortopedia, neurologia de adultos e também a neuropediatria.
A empresa informa que oferece equipamentos em regime de comodato e mantém médicos analisando os dados recolhidos no monitoramento de bebês.
Pelo contrato firmado, disponível no site da Secretaria Estadual, o serviço de telemedicina deve ser disponibilizado 24 horas por dia para discussão de casos clínicos e auxílio às equipes que atuam no HR.
Caberá à fornecedora assegurar a “implantação, operacionalização, monitoramento contínuo e suporte especializado de um modelo de UTI Neonatal Neurológica Digital, com foco em neuroproteção, monitoramento cerebral contínuo e suporte assistencial remoto.” Também deverá fornecer treinamento aos profissionais do hospital e manter integração com as equipes envolvidas no cuidado dos bebês “visando a atuação colaborativa e alinhada às melhores práticas assistenciais.” Entre os equipamentos a serem fornecidos estão eletroencefalógrafo, monitores, softwares, câmera, sensores, equipamento de espectroscopia no infravermelho próximo e as etapas necessárias para a operação do sistema.
Esse último aparelho possibilita a mensuração contínua da oxigenação cerebral regional e detecção precoce de alterações no bebê.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.