Ação trilionária empareda Meta, mas não é única ameaça a Stories e curtidas
Mais da metade dos estados norte-americanos exigem ainda mudanças nas plataformas da Meta, como acabar com os Stories e tornar os algoritmos menos viciantes. O julgamento levará semanas para ser concluído, mas não é o único flanco onde a Meta vê ameaçado o design de seus produtos —e, por extensão, seu modelo de negócios. Dentro de casa, já sofreu derrota bilionária, e de fora dos EUA a restrição promete vir por força de leis recém-aprovadas. Um desses lugares é a União Europa. O outro é o Brasil.
É possível ler essas situações como um movimento convergente, que parte de uma percepção, cada vez mais unânime em relação à necessidade das plataformas transformarem seu design Maria Mello, coordenadora do Alana
De tão complexo, o julgamento, na verdade, são julgamentos. O primeiro deles ocorre na corte federal de Oakland e envolve quatro estados:
Os Procuradores-Gerais dos Estados podem chamar este caso de histórico, mas suas alegações carecem de fundamentação e suas demandas financeiras são desproporcionais. Os Procuradores-Gerais não apresentam nenhuma prova de que qualquer pessoa em seus estados tenha sido enganada, alegam que recursos inofensivos, como ter uma conta adicional no Instagram, de alguma forma prejudicaram seus residentes, e tentam penalizar a Meta por desafios enfrentados por toda a indústria. Em vez de se aterem aos fatos ou à lei, os estados decidiram perseguir uma indenização exorbitante. Mantemos o compromisso com o nosso histórico de criação de proteções consistentes para adolescentes e esperamos apresentar nossos argumentos em tribunal. Porta-voz da Meta
Para procuradores e observadores, o escrutínio sofrido pela Meta devido ao aspecto viciante de suas plataformas é comparando ao freio imposto nos anos 1990 à indústria de tabaco, que teve de assumir a responsabilidade pelo vício causado por seus produtos.
Em 1998, 52 estados e territórios norte-americanos fecharam um acordo com as quatro grandes companhias de tabaco no valor de US$ 206 bilhões —se levarmos em conta o valor estimado pelos procuradores (US$ 200 bilhões) da disputa contra a Meta, as cifras são comparáveis; mas, para a Meta, o que está em jogo é sete vezes maior e atinge apenas uma empresa.
O foco agora é examinar como o design viciante e os algoritmos foram intencionalmente projetados para reter a atenção e viciar usuários, especialmente jovens, para lucro. A retenção precoce de crianças e adolescentes opera na prática como uma estratégia para formar e garantir uma base de produtos (usuários) e consumidores futuros. Esse movimento gera um efeito cascata. Andressa Michelotti
A cascata já começou. No começo deste mês, a Meta foi condenada a pagar US$ 942 milhões por enganar as pessoas sobre suas ferramentas de segurança e por falhas em avisar o público sobre os danos a crianças.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Tilt.