Capital do Calçado Feminino por lei: a cidade paulista que faz 120 mil pares por dia e concentra o maior serviço de transplante de medula do país
A indústria calçadista movimenta fábricas, empregos e comércio no município
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Quando o café perdeu força no centro do estado de São Paulo , as cidades que viviam do grão precisaram escolher um novo destino. Jaú , a 296 km da capital paulista, apostou nas oficinas de sapato abertas por imigrantes italianos e transformou o improviso em identidade nacional. Hoje o município reúne um parque industrial reconhecido por lei estadual, um centro hospitalar que recebe pacientes de todo o Brasil e um centro histórico erguido no auge da riqueza cafeeira.
O apelido tem respaldo jurídico. Segundo a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) , o município é oficialmente a Capital Estadual do Calçado Feminino desde dezembro de 2021 , por meio da Lei Estadual nº 17.476 . A estimativa citada pelo próprio Legislativo paulista aponta produção diária entre 112 mil e 120 mil pares , com cerca de 10 mil postos de trabalho ligados a mais de 130 empresas do ramo instaladas na cidade.
Para efeito de comparação, esse volume diário equivale a calçar, em um único dia de expediente, uma população do tamanho de um município de médio porte inteiro. A concentração de fábricas criou também um destino de compras: o Território do Calçado , corredor de lojas de fábrica na zona industrial, atrai lojistas e visitantes de outros estados durante o ano todo. O interior paulista tem outros casos parecidos de vocação industrial que virou marca, como a cidade que fabrica ônibus rodando em mais de 140 países .
A cidade nasceu de uma pescaria. Bandeirantes que desciam o Rio Tietê fisgaram um peixe grande da espécie jaú na foz de um ribeirão, e o nome pegou no povoado formado em 1853 . A terra roxa fértil fez o resto: em poucas décadas, a produção de café colocou o município entre os mais ricos do estado.
Essa fortuna virou pedra e argamassa. De acordo com a Prefeitura de Jahu , o centro guarda mais de 350 prédios históricos erguidos nos anos áureos do café, entre eles a Catedral de Nossa Senhora do Patrocínio , inaugurada em 1901 em estilo neogótico alemão. O Governo do Estado de São Paulo registra 440 casarões de alto padrão protegidos por lei municipal e inclui a cidade na região turística Caminhos do Tietê, formada por 12 municípios banhados pelo rio.
A resposta atende pelo nome de Hospital Amaral Carvalho . Conforme a Fundação Doutor Amaral Carvalho , a instituição nasceu em 1915 como uma maternidade, a partir da doação de um terreno feita por um casal de filantropos, e hoje é o maior transplantador de medula óssea do Brasil, com mais de 4 mil transplantes realizados.
O serviço tem uma engrenagem discreta por trás do número. O hospital mantém casas de apoio que oferecem hospedagem e alimentação gratuitas a quem chega de outros estados e não teria como custear semanas de acompanhamento médico. Some a isso o Hemonúcleo Regional de Jaú , criado em 1994 , que abastece de sangue e plaquetas dezenas de hospitais da região e dá retaguarda aos procedimentos de alta complexidade.
Na praça central e no museu municipal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.