“Bíblia” da psiquiatria vai usar marcadores biológicos para entender transtornos mentais
Anand Kumar é professor e chefe do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Illinois em Chicago.
O texto a seguir foi originalmente publicado no site The Conversation , que reúne artigos escritos por pesquisadores.
Vale a visita.
A “Bíblia” da psiquiatria clínica – o DSM, abreviação em inglês para o “ Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais ” – é um dos livros de referência mais importantes da psiquiatria em todo o mundo.
Profissionais clínicos o usam para diagnosticar pacientes, e os cientistas, para orientar suas pesquisas.
Apesar de seu amplo impacto, o DSM nunca integrou a biologia em seus diagnósticos de transtornos mentais.
Essa omissão deveu-se, em grande parte, ao fato de que os fundamentos biológicos dos transtornos mentais ainda eram muito preliminares para serem incluídos em um manual clínico de uso tão generalizado.
Os fatores genéticos relacionados ao borderline, segundo novo estudo A versão mais recente do DSM – o DSM-5 , lançado em 2013 – tem recebido críticas significativas de clínicos e pesquisadores , inclusive quanto ao risco de que a falta de medidas biológicas objetivas medicalize o sofrimento humano e reduza a validade dos diagnósticos psiquiátricos.
Continua após a publicidade Diante disso, a Associação Psiquiátrica Americana (APA) anunciou que lançará uma nova edição do DSM nos próximos anos, e um de seus principais planos é modernizar o manual por meio da introdução da biologia.
Fui integrante do comitê estratégico do DSM entre maio de 2024 e agosto de 2026 e contribui para o subcomitê encarregado de integrar a neurobiologia ao manual.
A compreensão dos pesquisadores sobre a biologia dos transtornos mentais ainda está evoluindo lentamente.
Por isso, meus colegas do DSM e eu decidimos adotar uma abordagem mais matizada para incorporar a neurobiologia ao diagnóstico de condições psiquiátricas.
O que são biomarcadores? Fatores biológicos são mecanismos que podem estar envolvidos no desenvolvimento de uma doença, mas que ainda não se cristalizaram em algo que possa ser medido de forma quantificável em laboratório.
Esses fatores podem ser fisiológicos, genéticos ou bioquímicos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em super.abril.com.br — o conteúdo pertence a Superinteressante.