Veja o que se sabe sobre a morte da empresária após plástica
Empresária morre após submeter-se a múltiplos procedimentos estéticos no rosto em clínica goiana
Uma empresária de 51 anos faleceu em agosto após passar por uma série de intervenções cirúrgicas no rosto realizadas por um especialista em otorrinolaringologia em Goiânia. O caso trouxe à tona questões sobre protocolos de segurança em procedimentos estéticos e cuidados pós-operatórios, gerando preocupações junto à família sobre possível negligência médica.
Andreia Vieira Gaspar chegou da Espanha para realizar os procedimentos na capital goiana. Os trabalhos cirúrgicos foram executados por Lessandro Martins, médico com trajetória de mais de vinte anos dedicada à cirurgia plástica facial. A operação abrangeu seis diferentes intervenções no rosto e pescoço da paciente, com duração superior a nove horas.
Os procedimentos realizados e investimento financeiro
A empresária submeteu-se a uma sequência de operações que custou cento e dezoito mil reais. Conforme relatos da irmã, Djiane Vieira, Andreia realizou uma ritidoplastia profunda, técnica que promove o estiramento dos tecidos faciais para reduzir rugas e flacidez. Além disso, foram feitas intervenções no pescoço por meio de lipoaspiração, remoção cirúrgica de gordura localizada naquela região.
Complementando os procedimentos, a paciente passou ainda por frontoplastia, voltada ao levantamento da região da testa, mentoplastia, que modifica o contorno do queixo, e blefaroplastia, dirigida aos pálpebras. Ainda foi realizada aplicação de enxerto de gordura no rosto para restauração de volume.
Um detalhe que chamou atenção da família: Andreia não passou por consulta presencial com o cirurgião antes da realização das operações, conforme mencionado por Djiane em informações prestadas.
Cronograma e duração da intervenção cirúrgica
Segundo dados de laudo solicitado pela família, os trabalhos no centro cirúrgico tiveram início às sete horas e quarenta e cinco minutos da manhã. A operação se estendeu de forma contínua até o final da tarde, terminando apenas às cinco horas e quarenta minutos. Esse intervalo corresponde a quase dez horas de procedimento ininterrupto, um período significativo que submete o organismo a estresse cirúrgico prolongado.
Após o término das operações, Andreia foi retornada ao seu leito para recuperação e acompanhamento pós-operatório.
O desfecho trágico e tentativas de resgate
O falecimento ocorreu em doze de agosto. Conforme informações médicas posteriormente divulgadas, a causa foi identificada como trombose aguda acompanhada de infarto pulmonar. Trombose refere-se à formação de coágulos sanguíneos, condição que pode evoluir para situações graves quando o coágulo se desloca pela circulação.
Djiane, que acompanhava a irmã no quarto de recuperação, testemunhou o agravamento gradual do quadro. Logo após o retorno do centro cirúrgico, Andreia apresentava debilidade marcante, inchaço facial acentuado e reclamações contínuas de dificuldade respiratória e sensação de sufocamento.
Diante dessa deterioração, a irmã buscou comunicar com a equipe médica através de canais de mensagem, implorando por atendimento imediato e externa sendo que sua irmã apresentava piora respiratória progressiva. Mensagens deixadas por Djiane revelam o desespero em tentar conseguir auxílio médico enquanto presenciava a irmã em grave sofrimento.
A equipe médica iniciou tentativas de reanimação cardiopulmonar a partir das duas horas e quarenta minutos. Os esforços se estenderam por aproximadamente duas horas, sendo interrompidos próximo das quatro e meia da madrugada.
Resposta da defesa do médico e procedimentos pré-operatórios
Mediante contato com a imprensa, os advogados de Lessandro Martins lamentaram o falecimento de Andreia. A defesa argumentou que todos os protocolos de exames pré-operatórios foram cumpridos de maneira apropriada, seguindo os padrões estabelecidos para esse tipo de intervenção.
Conforme a nota divulgada pela defesa, a estrutura do hospital também atendia aos requisitos técnicos necessários para a realização segura de procedimentos cirúrgicos dessa complexidade.
Contexto sobre cirurgias estéticas e riscos associados
Procedimentos de cirurgia plástica facial representam uma categoria de intervenções que, embora rotineiras em clínicas especializadas, carregam riscos inerentes que precisam ser cuidadosamente gerenciados. O escopo extenso de operações realizadas simultaneamente expõe o paciente a maiores períodos de anestesia e maior trauma cirúrgico geral.
A ritidoplastia profunda, em particular, constitui-se em procedimento de considerável complexidade que envolve elevação e reposicionamento de estruturas profundas da face. Quando associada a outras operações no mesmo período, como lipoaspiração cervical e aplicações de enxerto, o conjunto de intervenções multiplica as possíveis complicações.
Trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar apresentam-se como complicações conhecidas de procedimentos cirúrgicos prolongados. Esses eventos ocorrem quando fatores de risco como imobilidade, trauma cirúrgico, irritação das veias e características individuais do paciente convergem. A identificação precoce de sinais como inchaço, dor localizada ou dificuldade respiratória torna-se essencial para intervenção rápida.
Protocolos internacionais em cirurgia plástica frequentemente recomendam avaliação cuidadosa de pacientes antes de submeter-se a procedimentos extensos, incluindo anamnese detalhada, exames complementares conforme indicação e consultas presenciais para discussão de riscos específicos. A possibilidade de pacientes submetidos a múltiplas operações simultâneas passarem por avaliação à distância ou reduzida constitui questão relevante do ponto de vista de segurança cirúrgica.
O que acompanhar
A morte de Andreia resultará, possivelmente, em investigações por parte de órgãos reguladores da profissão médica. A questão sobre adequação dos protocolos pré-operatórios, particularmente a ausência de consulta presencial, tende a gerar análise técnica aprofundada. Investigação sobre a conduta durante o pós-operatório imediato, especialmente a velocidade de resposta a sinais de complicação, também será matéria de interesse investigativo.
Família pode buscar reparação através de processo civil por possível negligência médica. Possível abertura de inquérito para investigação de responsabilidade também configura desdobramento potencial que deve ser acompanhado nos próximos meses.
Principais pontos:
• Andreia Vieira Gaspar, 51 anos, faleceu doze de agosto após submeter-se a seis procedimentos estéticos no rosto, realizados pelo médico Lessandro Martins em Goiânia, em cirurgia que durou quase dez horas.
• A causa da morte foi identificada como trombose aguda com infarto pulmonar, após a paciente apresentar debilidade, inchaço excessivo e dificuldades respiratórias no pós-operatório imediato.
• Irmã de Andreia relata que a empresária não havia feito consulta presencial com o cirurgião antes da operação e que a equipe médica tentou reanimação por quase duas horas sem conseguir reverter o quadro.
• Defesa do médico argumenta que protocolos pré-operatórios foram seguidos corretamente e que o hospital possuía estrutura adequada, enquanto família denuncia possível negligência no atendimento pós-operatório.
Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de G1 Goiás — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Goiás.