Traficante perdoado por Joe Biden é preso com fentanil e cocaína nos EUA
Um homem condenado por tráfico de drogas que teve sua pena reduzida pelo ex-presidente Joe Biden em 2024 foi preso novamente nos Estados Unidos com fentanil, cocaína e heroína.
Walter Lee Muhammad, de 46 anos, foi detido sob nova acusação de tráfico de substâncias controladas. Ele compareceu a um tribunal federal da Carolina do Norte para responder pelas acusações.
A nova prisão ocorre menos de dois anos após receber clemência presidencial. Em dezembro de 2024, o então presidente Joe Biden reduziu a pena de Muhammad, que cumpria dez anos de prisão por tráfico de fentanil.
Agentes apreenderam cerca de 29 quilos de cocaína no carro de Muhammad. A abordagem policial ocorreu na Carolina do Norte após agentes da DEA (Administração de Combate às Drogas) rastrearem o veículo de luxo do suspeito a partir de Atlanta.
Em buscas na residência do suspeito foram encontrados fentanil, heroína e armas . Em imóveis vinculados a Muhammad em Atlanta, a polícia apreendeu dois quilos de fentanil, sete quilos de heroína e três armas, incluindo uma pistola roubada.
O procurador dos EUA Theodore S. Hertzberg criticou a reincidência do réu. "Muhammad é um traficante de drogas em série que, apesar de ter recebido o extraordinário benefício do indulto presidencial, continuou a traficar fentanil letal e outras drogas perigosas", afirmou o procurador.
A agência de combate às drogas norte-americana criticou as ações do suspeito após o benefício. "Apesar de receber uma segunda chance, este réu voltou ao tráfico de fentanil e a colocar vidas em risco", declarou Jae W. Chung, agente especial da DEA (agência antidrogas dos EUA).
O acusado acumula uma série de crimes e condenações por tráfico de drogas desde 1999. Muhammad foi condenado por distribuir cocaína em 1999, maconha em 2010 e fentanil em 2020, quando recebeu uma sentença de 10 anos de prisão federal.
O ex-presidente Joe Biden comutou a sentença do traficante no final de 2024. A redução de pena de Muhammad foi assinada por Biden em dezembro daquele ano, beneficiando também outros 1.498 detentos federais.
Muhammad segue detido sob custódia federal enquanto aguarda julgamento. O Departamento de Justiça dos EUA ressaltou que a denúncia criminal representa apenas acusações formais e o caso continua em investigação.
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