Gatilhos incluídos no projeto que reduz preço do combustível deve gerar economia de R$ 10 bi no próximo ano, diz Durigan
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que gatilhos incluídos no projeto que permite ao governo usar a receita extra, a partir da venda de petróleo, para reduzir impostos sobre combustíveis devem reduzir em cerca de R$ 10 bilhões as despesas obrigatórias em 2027.
A proposta foi aprovada pelo Congresso Nacional nesta quarta-feira (12).
"Há uma diminuição, uma mitigação desse ritmo de crescimento já vai ser percebido o ano que vem em torno de R$ 10 bilhões, que é aqui um pouco a evolução a menor do gasto obrigatório que a gente espera para o ano que vem, já abrindo o espaço fiscal importante para outras demandas discricionárias e mesmo pra nossa trajetória dos resultados fiscais", afirmou o ministro, em entrevista a jornalistas na sede da pasta.
Agora no g1 O texto prevê duas travas para conter o avanço dos gastos no próximo ano.
A primeira permite, em caso de déficit projetado pelo governo, desvincular da Receita Corrente Líquida (RCL) o crescimento de determinados fundos.
A segunda limita o aumento desses recursos ao teto previsto no arcabouço fiscal, que é de no máximo 2,5% acima da inflação.
Ao ser questionado quais despesas estariam sujeitas a trava, o ministro disse que não há uma limitação.
"A gente vai perceber um seguido crescimento das vinculações.
O que nós estamos fazendo é a compatibilização de algumas vinculações que não cresciam no ritmo do arcabouço", explicou ele, acrescentando: "Cresciam com outra variável isolada à receita corrente líquida ou alguma coisa passa a ter a trava do arcabouço, então a gente vai ter um crescimento limitado ao que o orçamento como um todo passará a crescer também paro ano que vem".
Relação com o Congresso Durigan comentou, ainda, que sempre teve relação "aberta" e "franca" com o Congresso Nacional e disse acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também.
Isso porque a relação do parlamento com o Executivo vinha estremecida desde abril, quando a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi rejeitada no Senado.
Na última semana, porém, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e Lula começaram a dar sinais de reaproximação.
Nesta quarta-feira (12), os dois se reuniram no Palácio da Alvorada para tentar destravar a votação de projeto que o governo considera prioritários - o que se concretizou no decorrer da tarde.
"Eu sempre digo, disse isso a vocês, politicamente, a relação que eu tenho com o Congresso Nacional sempre foi muito aberta e muito franca.
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