Pescadores explodem uma bomba por hora neste recife de corais da Ásia
Uma explosão quase a cada hora.
Essa é a frequência estimada da pesca com bombas em uma área do arquipélago de Spermonde, na Indonésia, segundo um estudo que usou gravações subaquáticas e IA (inteligência artificial) para medir a prática.
Em 483 dias de monitoramento, entre maio de 2023 e setembro de 2024, os pesquisadores registraram 3.567 explosões em um raio de detecção de apenas 17 quilômetros.
O levantamento, publicado nessa quarta-feira (12) na revista Remote Sensing in Ecology and Conservation, ajuda a dimensionar um problema conhecido há décadas, mas difícil de quantificar: a pesca com explosivos.
Nessa prática ilegal, bombas são detonadas debaixo d’água para matar ou atordoar peixes, que depois podem ser recolhidos com mais facilidade pelos pesqueiros.
“Sabemos que a pesca com bombas tem sido um problema neste arquipélago e em muitos outros ao redor do mundo.
Mas o desafio era que não sabíamos realmente a extensão desse problema.
Poderiam ser algumas bombas lançadas por mês, ou centenas.
Esta é a primeira vez que temos dados concretos sobre isso”, afirma Ben Williams, líder do estudo, em entrevista ao portal Dialogue Earth.
Explosão mata muito mais do que peixes Esse método de pesca é particularmente devastador porque a explosão não atinge apenas os animais que os pescadores pretendem capturar.
A onda de pressão pode matar ou atordoar praticamente tudo em seu entorno, além de destruir a estrutura dos recifes de coral.
Calcula-se que uma única bomba caseira típica possa afetar uma área de aproximadamente 10 a 30 metros de raio.
As ondas de choque também quebram as formações de corais, que servem de abrigo e local de alimentação para inúmeras espécies.
Os resultados dessa destruição podem permanecer por décadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.