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Flávio tira Moraes da TV e ganha reforço de Michelle

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Flávio tira Moraes da TV e ganha reforço de Michelle

Foi só aparecerem mensagens sobre o envolvimento direto ou indireto de Daniel Vorcaro com ao menos três ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) alinhados ao bolsonarismo que a crise na cúpula do Judiciário desapareceu da propaganda eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL).

Se, no programa anterior, o senador tentou de toda forma associar o presidente Lula (PT) a Alexandre de Moraes, na peça seguinte, o inimigo já era o mesmo de sempre.

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No Datafolha, Flávio manteve trajetória ascendente, mas não meteórica, como esperava desde que o ministro responsável por levar o pai à prisão começou a sangrar em público.

As placas tectônicas não se moveram, Lula segue em vantagem numérica na maioria dos levantamentos, e a estratégia para a TV foi revista em 48 horas.

Em desvantagem em relação a Lula entre as mulheres, com 32% das preferências, contra 41% do petista, o Zero Um dedicou o programa da última quinta-feira ao eleitorado feminino. Contou, para isso, com o reforço de Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao senado pelo Distrito Federal e que apareceu pela primeira vez no programa do enteado.

Ao lado da ex-primeira-dama, Flávio prometeu dar proteção e protagonismo para as mulheres —uma ironia para quem, semanas atrás, foi acusado de humilhar e escantear a madrasta das decisões do partido. As acusações foram feitas pela própria Michelle num vídeo-bomba de quase meia hora que rachou a família ao meio.

Na tentativa de recuperar terreno, Flávio abraçou a estratégia do medo. Levou ao ar um filme em que uma motorista tenta chegar em casa e é alertada pelo GPS de que o caminho é uma rota de campo minado, com risco de assalto, de roubo de celular, agressão sexual, bala perdida.

Tudo para apresentar, na sequência, uma série de promessas, como monitoramento de agressores com tornozeleira (medida que pegaria boa parte dos aliados no palanque), para resgatar a "soberania de andar nas ruas em paz".

No programa da noite, a campanha à reeleição comparou o preço dos alimentos e o índice de desemprego nos governos Lula e Bolsonaro. "Lula começou o trabalho de trazer de volta o poder de compra das pessoas, mas você sente no seu bolso até hoje. Porque reconstruir leva tempo", diz a apresentadora. Era uma resposta para o bombardeio rival sobre o endividamento das famílias no governo atual.

Lula, na sequência, aparece dizendo que os rivais governam para os milionários e ele, para o povo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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