Pescoço, axilas ou pés? Estudo sobre cócegas revela que reação do corpo é igual em diferentes culturas
Cair na gargalhada, tentar escapar e gritar podem ser reações universais ao mesmo estímulo: as cócegas .
Um artigo publicado em agosto na Nature Human Behaviour identificou similaridades na forma como os 448 entrevistados de origem chinesa, holandesa e galega sentem e respondem às cócegas.
Participantes de todas as culturas relataram sentir e fazer cócegas nos mesmos locais do corpo, durante os mesmos contextos sociais: principalmente na infância , entre pessoas com fortes laços afetivos.
O resultado sugere que as cócegas intensas , chamadas na ciência de “gargalesis”, não são restritas a uma só cultura, mas são um comportamento evolutivo universal e organizado.
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Pescoço, axilas, laterais do abdômen e barriga e solas dos pés foram as regiões mais comuns nos casos de cócegas feitas e recebidas por familiares e amigos.
Em contextos mais íntimos, as cócegas também podem ser feitas nas zonas da virilha e parte interna das coxas.
Os participantes também sinalizaram, em mapas separados, onde mais recebem toques de amigos, familiares e parceiros românticos , as regiões mais tocadas por suas próprias mãos, e os pontos onde sentem mais dores ou prazer.
O resultado contradiz algumas teorias que tentam encontrar uma justificativa fisiológica ou social para o comportamento.
Por que sentimos cócegas? Questão intrigou de Aristóteles a Darwin Pensadores e cientistas ao longo da história propuseram diferentes explicações para o fato de certas partes do corpo serem mais propensas às cócegas.
As teorias vão desde a espessura da pele (proposta por Aristóteles, que associou as cócegas às áreas de pele fina), até a vulnerabilidade a lesões e ao comportamento sexual (a sensação é maior onde lesões são mais fatais, ou nas zonas erógenas ).
O estudo publicado neste mês, no entanto, fortalece a sugestão de Charles Darwin .
O biólogo propôs que, por provocarem contato intenso com regiões raramente tocadas por outras pessoas, as cócegas nos fazem rir por pura surpresa e falta de hábito.
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