Taxa de desemprego no Brasil cai para 5,4% no 2º trimestre
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2026 , informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa uma redução de 0,7 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre do ano, quando o indicador estava em 6,1%, e um recuo de 0,4 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025, quando a taxa era de 5,8%.
Segundo os dados, o avanço do mercado de trabalho foi disseminado pelo país. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a taxa de desemprego recuou em 13 unidades da federação, com destaque para Rio Grande do Norte (-1,9 ponto percentual), Acre (-1,6 p.p.), Paraíba (-1,6 p.p.) e Tocantins (-1,5 p.p.).
Entre os estados, o Amapá registrou a maior taxa de desemprego do país, com 9,8%, seguido por Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe (7,9%). Na outra ponta, os menores índices foram observados em Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).
Os dados também mostram desigualdades no mercado de trabalho. A taxa de desemprego entre as mulheres ficou em 6,4%, acima dos 4,6% registrados entre os homens. Por raça ou cor, o indicador ficou abaixo da média nacional para os trabalhadores brancos, com 4,2%, enquanto atingiu 6,9% entre pretos e 6,1% entre pardos.
A escolaridade também influenciou as chances de inserção no mercado de trabalho. A maior taxa de desocupação foi registrada entre pessoas com ensino médio incompleto, de 9,0%. Já para aqueles com ensino superior completo, o percentual caiu para 3,0%, enquanto os trabalhadores com superior incompleto apresentaram taxa de 5,6%.
Além do desemprego, o IBGE apontou que a taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 12,9% no segundo trimestre. O indicador reúne pessoas desempregadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e aquelas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego recentemente.
O Piauí registrou a maior taxa de subutilização do país, de 26,6%, seguido por Bahia (24,4%) e Alagoas (23,4%). Já os menores percentuais foram observados em Santa Catarina (4,1%), Rondônia (6,0%) e Mato Grosso (6,1%).
O percentual de desalentados, grupo formado por pessoas que desistiram de procurar emprego, ficou em 2,1%. Maranhão (9,4%), Alagoas (8,1%) e Piauí (7,0%) apresentaram os maiores índices, enquanto Santa Catarina (0,2%), Espírito Santo (0,6%) e Rondônia (0,7%) registraram os menores percentuais.
No segundo trimestre de 2026, 74,4% dos empregados do setor privado tinham carteira assinada. Santa Catarina liderou o ranking com 86,7%, seguida por São Paulo (82,0%) e Mato Grosso do Sul (81,0%). Os menores percentuais foram registrados no Maranhão (53,6%), Piauí (54,2%) e Acre (55,1%).
Já a parcela de trabalhadores por conta própria representou 25,3% da população ocupada. Maranhão (33,8%), Amapá (31,0%) e Pará (30,3%) tiveram as maiores participações, enquanto Acre (17,5%), Distrito Federal (18,0%) e Tocantins (18,9%) registraram os menores percentuais.
A taxa de informalidade atingiu 37,4% da população ocupada no país.
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