Do PABX aos drones com reconhecimento facial: como a Intelbras (INTB3) se reinventou e hoje usa a IA para ir além das câmeras de segurança
Esqueça as centrais de PABX do passado ou as câmeras de segurança que só gravam e nada mais.
Aos 50 anos, a Intelbras (INTB3) quer ser reconhecida como uma empresa de soluções em inteligência artificial , gestão em nuvem e infraestrutura pesada.
O balanço do segundo trimestre de 2026 — que trouxe um salto de 16,1% no lucro e margens acima do esperado — é só o retrato mais recente de uma companhia que busca liderar o mercado nacional na era das novas tecnologias.
A própria sede da Intelbras às margens da BR-101 em São José, ao lado da capital Florianópolis (SC), é um laboratório vivo das soluções que a empresa já oferece.
As câmeras estão em todos os cantos.
Elas leem placas de veículos, permitem acessos com reconhecimento facial e monitoram muros com cercamento digital.
Fazem até a contagem e a análise comportamental nos refeitórios e auditórios, com direito a mapas de calor sobre o fluxo de pessoas.
Em uma das salas de reunião na matriz (sem câmeras!), o vice-presidente de B2B, Paulo Daniel Correa, explicou ao Seu Dinheiro que a empresa já usa IA há anos.
Segundo ele, esse movimento só tende a aumentar.
“Eu brinco que nossas câmeras fazem N coisas.
Inclusive segurança”, se diverte.
O executivo destaca que a gigante catarinense tem investido cada vez mais em soluções de software e cloud (nuvem), aplicativos e uma gama de tecnologias embarcadas.
“O produto fica quase em segundo plano”, conta, “porque quem entrega uma experiência muito maior é o software na mão do nosso cliente.” “Essa é uma evolução que a gente já vem fazendo há alguns anos, derivada do objetivo de nos tornarmos uma empresa de soluções nos eixos de segurança, conectividade e energia.” Sede da Intelbras em São José, Santa Catarina.
Imagem: Divulgação.
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