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Record e Universal são condenadas após ridicularizar fã de Ivete Sangalo

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Record e Universal são condenadas após ridicularizar fã de Ivete Sangalo

A Record e a Igreja Universal foram condenadas a pagar uma indenização de R$ 20 mil a um rapaz que disse à Justiça ter sido ridicularizado em um programa por ser fã da cantora Ivete Sangalo.

O rapaz, que trabalha como cuidador de idosos, foi entrevistado em 2018 pela emissora para uma série de reportagens que tratou sobre a vida dos fãs. Na entrevista, falou sobre a sua paixão pela cantora e a tatuagem que fez em homenagem a ela.

Os problemas, no entanto, começaram quando a Record repassou as imagens da entrevista para a Universal, que as utilizou no programa "Fala Que EU Te Escuto", transmitido de madrugada, em um contexto diferente.

O episódio foi apresentado com o título "Fãs obcecados: carência, infantilidade ou admiração?". Uma legenda questionava se era um caso de "amor saudável ou falta de inteligência".

Durante o programa, segundo o relato feito à Justiça, ele foi ridicularizado e criticado por diversos telespectadores, tendo sido chamado de "doente emocional, infantil e autodestruidor". Também foi questionado pela "falta de Deus".

"O que ocorreu foi um verdadeiro absurdo", disse à Justiça a advogada Maria Eduarda Farias da Silva, que representa o cuidador de idosos. "O tom foi vexatório, com a intenção de zombar da pessoa", declarou no processo, ressaltando que o seu cliente não deu autorização para o uso de sua imagem pela Universal.

Ao condenar a emissora e a igreja, a juíza Marian Najjar Abdo disse que programa retratou o fã de modo provocativo e jocoso, "debochando de sua postura em relação à cantora que admira".

Além da indenização de R$ 20 mil, a juíza proibiu a emissora e a igreja de exibirem a imagem do autor do processo sem a sua autorização

A ação cita que a Record e a Universal já haviam sido condenadas anteriormente pela exibição do programa em 2023. A nova condenação se deu pela reexibição do episódio do "Fala Que Eu Te Escuto, em fevereiro deste ano.

Na defesa apresentada à Justiça, a Record afirmou que o programa é de inteira responsabilidade da Universal, tendo disponibilizado apenas sua grade horária para a exibição por meio da venda de espaço publicitário.

"Se porventura existiu algum ilícito, não foi a Record TV que deu causa", disse à Justiça, citando que a igreja "reproduziu" suas imagens.

A Universal disse na ação que não cometeu nenhum ato ilícito. Segundo a igreja, não houve uma utilização ofensiva da imagem do autor do processo. Declarou também que o conteúdo foi exibido sem manipulação.

"A reportagem permaneceu absolutamente fiel às declarações espontaneamente prestadas por ele", afirmou.

A Igreja disse que, no "Fala Que Eu Te Escuto", pastores e bispos debatem os temas mais relevantes da atualidade a partir de uma perspectiva cristã.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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