Depois de quase 40 anos vendendo artigos para festas rede fecha cerca de 700 lojas, operação com 12 mil funcionários chega à despedida final
Segunda passagem pelo Chapter 11 terminou em liquidação e desmontou uma das maiores operações especializadas em festas dos Estados Unidos.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A rede de artigos para festas encerrou cerca de 700 lojas após quase quatro décadas de presença nos Estados Unidos. A Party City entrou novamente no Chapter 11 em 2024 e iniciou a liquidação de uma operação nacional que reunia cerca de 12 mil funcionários.
A empresa é a Party City , rede especializada em festas, fantasias, balões e decoração. Fundada em 1986, construiu presença nacional antes de iniciar o encerramento das lojas próprias.
A decisão de liquidar a operação foi anunciada no fim de 2024. As unidades permaneceriam abertas temporariamente para vendas de encerramento enquanto estoques e outros ativos eram vendidos.
A segunda passagem pelo Chapter 11 ocorreu depois de a primeira reestruturação não resolver os problemas financeiros. A companhia continuou pressionada por dívidas, custos elevados, mudanças no consumo e concorrência.
O Chapter 11 do sistema de falências dos Estados Unidos permite reorganização sob supervisão judicial. No segundo processo, porém, a Party City avançou para o encerramento ordenado das operações.
O processo atingiu centenas de pontos comerciais espalhados pelo país e uma força de trabalho numerosa ligada a uma marca presente no varejo americano havia décadas.
A Party City já havia reduzido parte de suas obrigações na reorganização anterior, mas voltou a enfrentar dificuldades. A nova etapa não conseguiu preservar a antiga estrutura de lojas próprias.
O comunicado sobre o encerramento da Party City informou que a empresa iniciaria a liquidação das lojas e das operações atacadistas, transformando o segundo Chapter 11 em uma despedida da estrutura que havia marcado o varejo de festas.
A sequência do processo mostra como a recuperação perdeu espaço para o encerramento:
Os cerca de 12 mil funcionários estavam ligados à estrutura em encerramento. Conforme as lojas concluíam as vendas finais, postos associados às unidades, centros de distribuição e áreas corporativas eram eliminados.
O impacto não ocorreu em um único dia, porque a liquidação exigiu vendas e fechamento gradual das unidades. O resultado foi o desmonte da operação que sustentava milhares de empregos.
Não necessariamente. O processo encerrou a antiga operação própria de lojas da Party City , mas marcas, nomes comerciais e outros ativos podem continuar existindo após uma liquidação e ser usados por novos proprietários ou em formatos diferentes.
Por isso, a despedida deve ser entendida como o fim da rede física que operava aquelas centenas de lojas, e não automaticamente como o desaparecimento eterno do nome Party City. O caso encerrou uma estrutura construída desde 1986 , após duas tentativas recentes de reorganização.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.