IGEC deteta falhas em exames nacionais de 2026 e aponta 98 escolas com irregularidades
A Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) detetou irregularidades em dezenas de escolas no âmbito dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário de 2026, com 69 estabelecimentos de ensino, públicos e privados, a submeterem pedidos de reapreciação fora do prazo e outros 29 a registarem atrasos na entrega das provas realizadas na primeira fase.
O relatório foi entregue ao Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, na sequência de um inquérito solicitado com caráter de urgência, depois de terem sido identificadas falhas no processo de realização e tratamento dos exames nacionais.
Apesar das ocorrências, a IGEC conclui que “não foram identificados elementos que permitam sustentar a existência de atuações deliberadas” que tenham comprometido a integridade ou a confidencialidade das provas realizadas.
Segundo o relatório, as situações identificadas resultaram sobretudo de “lapsos procedimentais, falhas de verificação e erros operacionais” associados à organização, conferência e expedição da documentação dos exames.
Pedidos de reapreciação fora do prazo O inquérito incidiu, entre outras situações, sobre o envio tardio ao Júri Nacional de Exames de pedidos de reapreciação de provas da primeira fase, incluindo casos em que os pedidos chegaram depois da afixação das pautas.
A situação teve impacto nos alunos, nomeadamente por os condicionar nos prazos relacionados com o acesso ao ensino superior, gerando alarme público e levantando questões sobre a credibilidade do sistema de avaliação externa.
A IGEC analisou também os casos de exames enviados para a Imprensa Nacional-Casa da Moeda depois de terem sido formalmente recolhidos e entregues pelas forças de segurança.
Os atrasos perturbaram os processos de digitalização, classificação eletrónica e avaliação externa das provas.
IGEC recomenda reforço dos controlos Face às conclusões do inquérito, a Inspeção-Geral da Educação e Ciência propõe a instauração de processos de inquérito nas situações que serão identificadas numa informação complementar de natureza confidencial.
A IGEC recomenda também ao Júri Nacional de Exames o aperfeiçoamento ou substituição das plataformas atualmente utilizadas, com o objetivo de reforçar a segurança e a confiança no processo.
Entre as medidas propostas está ainda a capacitação dos profissionais das escolas que utilizam essas plataformas e o reforço da articulação entre o Júri Nacional de Exames e a IGEC.
Às escolas, a Inspeção recomenda o reforço dos mecanismos de controlo interno associados à realização dos exames nacionais.
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