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Seis meses de guerra no Irão já custaram 43,6 mil milhões de dólares aos EUA

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Seis meses de guerra no Irão já custaram 43,6 mil milhões de dólares aos EUA

Além da disrupção nos preços do petróleo, que se projeta no aumento de custo de vida e impacta a economia à escala global, a guerra com o Irão está a transformar-se numa operação militar de enorme dimensão financeira para os Estados Unidos.

A fatura conhecida já ascende a 43,6 mil milhões de dólares (cerca de 37 mil milhões de euros) e a conta cresce a um ritmo vertiginoso, com mais de seis mil milhões de dólares acrescentados à despesa com armamento em pouco mais de um mês.

O valor consta de uma nova estimativa do Comando Central dos EUA (CENTCOM), responsável pelas operações militares norte-americanas no Médio Oriente, fornecida esta semana ao Congresso e obtida pela Associated Press (AP) , e reporta-se a 3 de setembro, seis meses depois do início da guerra, lançada pelos Estados Unidos e por Israel a 28 de fevereiro.

Uma fatura que, com o arrastar do conflito, se prevê que continue a aumentar.

Um relatório do Congressional Budget Office (CBO, o gabinete orçamental do Congresso), divulgado esta semana, calcula que a operação no Médio Oriente possa continuar a consumir cerca de três mil milhões de dólares por mês a Washington.

A maior parcela dos gastos militares norte-americanos no Irão está relacionado com a necessidade de munições.

Segundo os dados do CENTCOM, citados pela AP, as despesas com armamento chegaram aos 28,1 mil milhões de dólares, dos quais cerca de 6,4 mil milhões foram acrescentados em pouco mais de um mês.

E o problema não está apenas no valor gasto: a guerra está a consumir sistemas particularmente caros e difíceis de substituir, sobretudo intercetores anti-aéreos utilizados para proteger as forças norte-americanas dos ataques iranianos, como os mísseis Patriot e THAAD, provocando uma escassez que responsáveis norte-americanos e da NATO admitiram à AP ter chegado a níveis “muito críticos” – e que impacta não só os EUA como os países que dependem do seu fornecimento, na Europa e no Médio Oriente.

Segundo os analistas ouvidos pela agência, a reposição dos arsenais consumidos exigirá uma despesa adicional que poderá colocar maior pressão ainda sobre uma indústria de defesa com capacidade de produção limitada para alguns destes sistemas.

Há custos que ainda não entram na conta Como escreve a AP, a estimativa apresentada ao Congresso inclui os custos de operação de navios, aviões e bases, perdas de equipamento e assistência médica aos militares, mas há outros custos ainda por contabilizar, como “os danos causados nas próprias instalações militares norte-americanas no Médio Oriente”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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