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AEP considera OE2027 insuficiente face aos desafios da economia

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AEP considera OE2027 insuficiente face aos desafios da economia

A AEP – Associação Empresarial de Portugal considera que a proposta de Orçamento do Estado para 2027 fica aquém da ambição necessária para responder aos desafios estruturais da economia portuguesa e criar condições para um crescimento económico mais robusto e sustentado.

Apesar de reconhecer algumas medidas positivas, a AEP lamenta a distância significativa entre as opções apresentadas pelo Governo e as propostas que defendeu, particularmente no que respeita à redução da fiscalidade sobre as empresas e ao redimensionamento empresarial.

“A AEP subscreve a preocupação com o equilíbrio das contas públicas, mas considera que a disciplina orçamental deve ser acompanhada por uma maior ambição de crescimento económico”, refere em comunicado.

“É particularmente preocupante que, perante o elevado esforço fiscal exigido às famílias e às empresas, o Orçamento do Estado para 2027 preveja uma redução de apenas 0,1 pontos percentuais do peso da carga fiscal no PIB, para 35%.

Trata-se de uma diminuição claramente insuficiente para aliviar a pressão fiscal sobre a economia e criar um ambiente mais favorável à iniciativa empresarial”.

Para a associação, a continuação da trajetória de redução da taxa geral de IRC é positiva, mas esta medida, por si só, está longe de responder às necessidades de competitividade das empresas portuguesas.

É necessário ir mais longe, nomeadamente através da redução progressiva da derrama estadual, do reforço dos incentivos à capitalização e ao investimento produtivo e da melhoria das condições de financiamento das empresas.

A AEP “lamenta, em particular, a ausência de uma aposta suficientemente ambiciosa no redimensionamento empresarial, um dos principais desafios estruturais da economia portuguesa.

Num país caracterizado pela predominância de micro e pequenas empresas, é fundamental criar condições para que o tecido empresarial ganhe dimensão e capacidade de investimento para competir nos mercados internacionais”.

No que se refere à atração, retenção e regresso do talento, nomeadamente via tributação sobre o rendimento do trabalho (IRS) e incentivo fiscal à habitação dos trabalhadores, “embora as medidas não coincidam integralmente com as propostas da AEP, incidem sobre áreas de intervenção que considera prioritárias, evidenciando uma convergência quanto à identificação dos principais desafios, ainda que com soluções que voltam a ficar aquém”.

“Não obstante estas insuficiências, a AEP congratula-se com o acolhimento da sua proposta de prorrogação do SIFIDE II, reconhecendo a importância deste instrumento para estimular o investimento empresarial em investigação, desenvolvimento e inovação, áreas fundamentais para a transformação do modelo produtivo português”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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