Montenegro recusa “contradição” entre subida do custo de vida e elogios à economia portuguesa
Em Nova Iorque, onde vai participar na última assembleia-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) presidida por António Guterres, o primeiro-ministro recusou uma “contradição” entre o aumento galopante do custo de vida para os portugueses e os elogios que o andamento da economia portuguesa tem recebido por estes dias no plano internacional.
“De facto, há uma espécie de confronto entre as duas realidades “, começou por responder aos jornalistas presentes.
Por um lado, Portugal está hoje com um “reconhecimento internacional elevadíssimo” , disse, recordando os comentários feitos pela presidente da bolsa de valores de Nova Iorque, Lynn Martin , que disse que Portugal é uma economia “exemplar”.
Montenegro ‘vende’ reforma do Estado em Wall Street Ler Mais Por outro lado, reconheceu que o país está a “sofrer na pele” o aumento dos preços , “que as pessoas sentem quando vão a um posto de abastecimento” e também em alguns produtos mais expostos aos custos da energia.
Este cenário “ não gera otimismo, mas apreensão “, indicou, acrescentando: “ temos de saber lidar com as duas coisas; é uma realidade com duas vertentes, não uma contradição “.
Poucos dias após comentar que no conflito do Médio Oriente está a ser seguido “um caminho estúpido, do ponto de vista económico e social” , o governante reforçou esta quarta-feira que essa é “ uma crítica geral” e dirigida “aos que não tem capacidade de superar o bloqueio”.
Negócio da REN beneficiou pessoas ligadas ao Governo? “Disparate” Instado a comentar as declarações feitas na véspera pelo presidente do Chega, André V entura, que sugeriu que o negócio da REN “acabou por beneficiar algumas pessoas, algumas delas, direta ou indiretamente, ligadas ao Governo”, Luís Montenegro respondeu que tais afirmações são um “disparate” .
Prémio pago pela REN foi “normal”, diz Miranda Sarmento Ler Mais Já na manhã desta quarta-feira no Parlamento, questionado sobre eventuais interesses financeiros dos responsáveis políticos que tiveram conhecimento da operação, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, garantiu que nenhum dos governantes envolvidos tinha ações da REN .
A informação coincide com o esclarecimento divulgado pelo Governo , segundo o qual apenas seis governantes tiveram conhecimento prévio dos termos concretos da operação : o primeiro-ministro, o ministro das Finanças, a ministra do Ambiente e Energia, o secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, o secretário de Estado do Tesouro e Finanças e o secretário de Estado da Energia.
Guterres “tem vindo a afirmar-se como grande referência moral das nações” Na última assembleia-geral da ONU presidida por António Guterres , o primeiro-ministro elogiou ainda o antigo primeiro-ministro socialista.
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