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Economia

“Mercado pequeno” e “poder inerente”: a explicação do Governo sobre o prémio pago na REN

ECO ·
“Mercado pequeno” e “poder inerente”: a explicação do Governo sobre o prémio pago na REN

O Governo admite que vai pagar um prémio para adquirir cerca de 13,7% da REN, uma posição que tornará o Estado português no segundo maior acionista da operadora das redes energéticas, mas justifica o “adicional” a pagar pelo negócio com o “poder inerente” que tornar-se o segundo maior acionista da empresa lhe concede.

O valor da compra continua por revelar, enquanto aguarda a avaliação do Tribunal de Contas.

“ Estamos a falar de uma participação que é a segunda maior e metade da maior participação na empresa.

Tem, de facto, um poder inerente e, portanto, há um adicional que compensa isso e que remunera isso “, disse esta quinta-feira o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, em conferência de imprensa, após a reunião do Conselho de Ministros em Lisboa.

Até à venda da participação ao Estado português , a Pontegadea Inversiones, holding para investimentos não-retalho do fundador da Zara, Amancio Ortega, era a segunda maior acionista da empresa que gere as redes energéticas nacionais, com a State Grid Corporation of China a deter 25%.

"Estamos a falar de uma participação que é a segunda maior e metade da maior participação na empresa.

Tem, de facto, um poder inerente e, portanto, há um adicional que compensa isso e que remunera isso.” António Leitão Amaro Ministro da Presidência Leitão Amaro respondia às questões dos jornalistas sobre a aquisição da participação pelo Estado na REN, nomeadamente o valor do prémio para o Estado voltar a entrar no capital da empresa.

Esta semana, o Jornal Económico avançou que o Estado vai pagar 380 milhões de euros, que incluem 55 milhões de euros em prémio, ou 17% mais sobre o preço das ações no dia do anúncio.

Segundo aquele meio de comunicação, o valor está inscrito no contrato que foi enviado para o Tribunal de Contas , entidade terá de conceder visto ao negócio e já deu início ao processo de fiscalização.

Escusando-se a precisar valores, o ministro da Presidência justificou que este “é o contraponto de não se estar a fazer aquisições em mercado a conta-gotas”.

REN.

EUA elogiam Portugal por reforçar soberania energética Ler Mais “ Num mercado relativamente pequeno, com uma liquidez relativamente limitada como a REN tem, o tempo que demoraria a adquirir uma participação deste tipo teria duas consequências .

Primeiro, o tempo era muito maior até se chegar a este resultado, frustrando objetivos estratégicos na aquisição.

Em segundo lugar, provavelmente, a realização de um conjunto de ordens de compra para chegar a este valor geraria um aumento do preço “, argumentou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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