China: aumentam os impostos, caem as compras de luxo
Shangai Más notícias para as marcas de luxo na China.
Os muito desejados aumentos nas vendas não devem acontecer no segundo trimestre do ano.
De acordo com a Bloomberg, “as vendas das 25 maiores marcas de luxo na China caíram mais de 10% em julho” , segundo três empresas de estudos de mercado que acompanham os dados do setor, consultadas pela publicação.
“O resultado representa um agravamento face ao abrandamento registado em junho e uma inversão acentuada em relação ao forte ritmo de vendas observado no início do ano”, acrescenta a Bloomberg esta quinta-feira.
Na origem desta queda está a decisão da China de tributar o património detido no estrangeiro que tem afetado os mercados bolsistas, os casinos e também os gastos dos consumidores mais ricos.
O estado chinês p retende conter as saídas de captais e recuperar receitas fiscais, com um controlo mais apertado dos negócios transfronteiriços de ações e a exigência de pagamento de milhões sobre ativos e mais-valias de investimentos no estrangeiro.
As medidas são vistas como um travão à capacidade dos chineses com maior capacidade económica para gastar e um impedimento à recuperação do setor do luxo, que tinha começado a dar sinais de recuperação no início do ano.
Entre as marcas penalizadas estão a Louis Vuitton e a Dior, detidas pelo grupo LVMH, e também Gucci, Bottega Veneta e Balenciaga, da Kering.
Todas registaram “quedas das vendas de dois dígitos”.
A Hermès passou do crescimento à contração.
Também em desaceleração estão a Chanel e a Prada.
A China é um dos mais importantes mercados da indústria do luxo e, como lembra a Bloomberg, um motor do seu crescimento durante décadas.
Após a pandemia, e com a desaceleração da economia do país, a classe média chinesa reduziu os gastos ao mesmo tempo que surgiam novos players .
Esta é uma semana decisiva para avaliar os resultados, coincidindo com a Dia dos Namorados chinês, uma das épocas mais fortes de compras de luxo na China.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.