Estado português torna-se segundo maior acionista da Lufthansa na segunda fase de privatização da TAP
O Governo anunciou hoje o lançamento da segunda fase de privatização da TAP.
Com 45% da companhia aérea portuguesa já nas mãos dos alemães da Lufthansa, agora o executivo quer colocar o restante capital nas mãos do acionista privado até 2028.
A Lufthansa venceu a privatização da TAP, apurou o Jornal Económico.
O Governo anunciou a decisão oficial horas depois.
Depois de escolhido o vencedor, o Conselho de Ministros terá de aprovar os instrumentos contratuais, como o contrato de compra e venda de ações e o acordo parassocial.
Depois, a operação ainda terá de obter a luz verde da Direção-Geral da Concorrência (DGComp) da Comissão Europeia.
A privatização da TAP só estará concluída em 2028.
Com a escolha do vencedor prevista para este mês, o ministro das Finanças prevê que a autorização da Direção-Geral da Concorrência (DGComp) da Comissão Europeia tenha lugar no espaço de 18 a 24 meses.
A companhia alemã tem vindo a dizer que ambiciona a TAP como “principal companhia aérea para o Atlântico Sul” a partir de Lisboa.
A proposta reforça “ainda mais o nosso compromisso de longo prazo com a TAP e com Portugal”, disse fonte oficial da Lufthansa ao JE a 30 de setembro quando entregou a proposta melhorada.
“A nossa proposta reflete a nossa convicção de que, com base no nosso historial comprovado de desenvolvimento bem-sucedido de companhias aéreas de rede, o Grupo Lufthansa é o melhor parceiro para apoiar o crescimento futuro da TAP, reforçar a sua competitividade e continuar a desenvolver o seu papel enquanto companhia aérea de bandeira de Portugal”, disse a empresa na altura.
As propostas melhoradas para 44,9% da TAP superam os mil milhões de euros.
Isto significa que avaliação dos 100% da companhia aérea portuguesa superam os dois mil milhões de euros, revelou recentemente a “Bloomberg”.
Nos critérios definidos pelo Governo para as propostas pela TAP, esteve o “encaixe imediato” de dinheiro, mas também a “qualidade do plano industrial e estratégico de longo prazo”, incluindo o crescimento da frota e o plano de desenvolvimento do novo aeroporto de Lisboa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.