Sudão: Pelo menos 12 mortos num ataque aéreo junto à fronteira com Chade
"U m ataque aéreo atingiu o mercado. O balanço provisório é de 12 mortos e sete feridos", disse o comandante-chefe das operações militares no leste do Chade, o coronel Abdel-Nasser Ahmat.
As circunstâncias exatas do ataque e a identidade dos autores estão ainda sob investigação.
O bombardeamento teve como alvo um mercado situado na região de Adikong, no Sudão, onde alegadamente as Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) se abastecem de combustível.
Na semana passada, as Forças Armadas chadianas confirmaram um ataque com 'drones' (aeronaves não-tripuladas) na mesma região e indicaram que não tinha havido vítimas, mas apontaram o exército sudanês como suspeito, embora não tenham apresentado provas públicas.
Em março, pelo menos 17 pessoas morreram e várias ficaram feridas num ataque com 'drones' proveniente do Sudão, realizado na cidade chadiana de Tiné, no leste do país, junto à fronteira entre os dois países.
O Sudão está mergulhado, desde 15 de abril de 2023, numa guerra que opõe o exército, liderado pelo general Abdel Fattah Al-Burhan, às RSF, comandadas pelo general Mohamed Hamdan Dagalo, mais conhecido como Hemedti.
Desde o início da guerra, mais de 900 mil sudaneses atravessaram a fronteira e chegaram ao leste do Chade, que enfrenta dificuldades para lhes prestar assistência num contexto marcado pelos cortes na ajuda internacional.
A guerra provocou a morte de dezenas de milhares de pessoas, com algumas estimativas a apontarem para mais de 150 mil mortos, e obrigou mais de 14 milhões a abandonar as suas casas, sendo considerada pelas Nações Unidas (ONU) a pior crise humanitária atualmente existente no planeta.
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