Ações da REN caem 1% e lideram perdas no PSI após reentrada do Estado no capital
A ações da REN – Redes Energéticas Nacionais recuam 0,99% esta segunda-feira, na primeira sessão de negociação após o anúncio na sexta-feira da reentrada do Estado no capital da empresa com a aquisição de 13,7%.
Os títulos da empresa liderada por Rodrigo Costa perdem para 3,505 euros cada, numa manhã em que o índice PSI permanece praticamente inalterado nos 9.255,52 pontos.
O Estado português voltou ao capital da REN , a empresa responsável pela segurança do abastecimento, gestão e planeamento de investimentos na rede elétrica, cujo maior acionista é a chinesa State Grid.
A Parpública, que gere algumas das participações do Estado português, comprou à Pontegadea Inversiones, fundo que pertence a Amancio Ortega, fundador da Zara, 91.723.676 ações da REN, representativas de 13,7% do capital da empresa, segundo um comunicado da energética divulgado na sexta-feira.
Estado volta ao capital da REN Ler Mais O valor da operação não foi divulgado e a operação está condicionada à concessão de visto do Tribunal de Contas.
As ações da REN recuaram esta sexta-feira 0,28% para 3,54 euros cada — antes de ser conhecida a operação de compra — cotação segundo a qual a participação comprada pela Parpública vale 324,7 milhões de euros .
Segundo dados da Refinitiv/LSEG, as ações da empresa liderada por Rodrigo Costa valorizaram 10,11% desde o início deste ano até ao final de sexta-feira e 19,39% nos últimos 12 meses.
Nesses mesmos períodos, o índice PSI ganhou 11,99% e 19,83%, respetivamente.
Até à venda da participação ao Estado português esta sexta-feira, a Pontegadea Inversiones, holding para investimentos não-retalho do fundador da Zara, Amancio Ortega, era a segunda maior acionista da empresa que gere as redes energéticas nacionais.
A maior acionista é a State Grid Corporation of China, com 25% .
Cotação das ações da REN na bolsa de Lisboa: Montenegro quer “baixar o preço da energia” Num discurso na Festa do Pontal organizada pelo PSD na sexta-feira, o primeiro-ministro justificou a opção com a necessidade de salvaguardar o interesse nacional e baixar o preço da energia .
“Estamos lá para participar nas decisões de investimento estratégicas e para que possamos baixar o preço da energia”, seja para os consumidores seja para as empresas, contextualizou.
“É uma questão de estratégia, de segurança, de proteção das infraestruturas críticas”, sublinhou, acrescentado as vantagens de “acautelar as infraestruturas críticas”.
PS quer saber razões e valor da operação O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, disse este domingo que Montenegro tem de explicar as razões e o valor da compra da participação na REN – Redes Energética Nacionais, de forma a garantir a “confiabilidade” na governação.
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