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Economia

A solvência tranquiliza; A liquidez preocupa

ECO ·
A solvência tranquiliza; A liquidez preocupa

O setor segurador português habituou-se a medir a sua robustez através dos rácios de solvência.

Fundos próprios elegíveis e requisitos de capital de solvência tornaram-se os principais indicadores da capacidade das empresas de seguros para honrar os compromissos assumidos perante clientes e beneficiários.

Contudo, existe uma questão que deve merecer hoje maior atenção dos órgãos de gestão.

Será que uma empresa de seguros pode ser solvente e, ainda assim, enfrentar dificuldades financeiras significativas? A resposta é simples.

Sim.

Porque solvência e liquidez não são a mesma coisa.

Uma empresa de seguros pode deter ativos suficientes para cobrir as suas responsabilidades técnicas e, ainda assim, enfrentar um problema, se necessitar de gerar caixa rapidamente para responder a um evento excecional.

O risco de liquidez não resulta necessariamente de uma deterioração dos ativos.

Muitas vezes surge de algo mais simples como a diferença entre o momento em que o dinheiro tem de sair e o momento em que entra.

Tomemos como exemplo um grande incêndio industrial, um fenómeno climático extremo ou um conjunto de riscos de elevada dimensão cobertos por programas de resseguro.

A empresa de seguros pode estar economicamente protegida.

No entanto, os pagamentos aos segurados têm frequentemente de ser efetuados muito antes da recuperação integral dos montantes junto dos resseguradores.

O problema deixa de ser de cobertura do risco e passa a ser de financiamento temporário.

Esta realidade tende a ganhar importância num contexto em que os fenómenos meteorológicos extremos se tornam mais frequentes e mais severos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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