No regresso às aulas, redes sociais influenciam compras
Quase metade dos inquiridos (49%) considera que os filhos têm mais de 50% de influência sobre a decisão de compra no regresso às aulas .
Os dados são revelados pelo novo estudo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), intitulado “Regresso às Aulas 2026: Quem decide o que comprar e onde comprar?”, que contou com 380 respostas de adultos responsáveis por crianças e jovens.
Essa influência aumenta à medida que os estudantes crescem .
No primeiro ciclo, apenas 9% decidem o que comprar, percentagem que sobe para 35% no segundo ciclo e 57% no terceiro ciclo.
Entre os alunos do ensino secundário, chega aos 88%.
As redes sociais, os canais digitais e os colegas ajudam a explicar esta influência.
A maioria (55%) dos inquiridos reporta já ter recebido dos filhos um pedido de compra depois de estes terem sido expostos a determinado produto ou marca por essas vias.
Mais de metade (54%) atribui uma influência forte às redes sociais , e a mesma percentagem admite pagar mais por um produto pedido pelos filhos.
“À medida que os filhos crescem, deixam progressivamente de ser apenas utilizadores dos produtos para se tornarem verdadeiros decisores.
Marca, design, tecnologia e aquilo que veem entre amigos ou nas redes sociais passam a integrar a negociação familiar , naturalmente dentro dos limites definidos pelo orçamento.
Para as marcas, compreender esta dupla decisão, entre quem utiliza e quem paga, torna-se fundamental ”, explica Mafalda Ferreira, coordenadora do estudo do IPAM, citada em comunicado.
Onde começam as decisões? A loja física continua a ser o principal canal de compra, com 69% dos inquiridos a dizerem privilegiar exclusivamente ou maioritariamente este canal, contra apenas 16% que compram exclusiva ou maioritariamente online.
Ainda assim, o digital ocupa um grande espaço no processo de decisão.
Antes de comprar, 64% consultam sites de marcas ou lojas, 54% recorrem a motores de pesquisa e 47% utilizam sites de comparação de preços.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.