EUA receberão até 17.500 sul-africanos brancos adicionais como refugiados
O governo dos Estados Unidos planeja receber até 17.500 afrikaners brancos da África do Sul como refugiados adicionais nos próximos 12 meses, de acordo com a emissora CBS News.
O Departamento de Estado reservou as vagas para o ano fiscal de 2027. O período começa em outubro, e os postos devem ir "principalmente" aos afrikaners, de acordo com aviso enviado ao Congresso hoje.
A administração Trump alega que os afrikaners sofrem opressão racial na África do Sul. O grupo é formado por descendentes de colonos europeus, em sua maioria holandeses. O governo sul-africano nega persegui-lo.
O governo dos EUA afirma que a minoria enfrenta perda de terras agrícolas sem indenização e discriminação. Os EUA impuseram sanções a autoridades sul-africanas acusadas de discriminar afrikaners.
Os afrikaners constituem a maioria da população branca da África do Sul. Desse setor da população vieram os dirigentes políticos que instauraram o apartheid, o sistema de segregação racial que, de 1948 até o início dos anos 1990, privou a população negra, esmagadoramente majoritária, da maior parte de seus direitos.
O governo Trump restringiu o reassentamento de refugiados para a maior parte das pessoas que fogem de perseguição e violência. Os afrikaners são uma exceção, e milhares foram reassentados nos EUA no último ano e meio.
O plano de reassentamento dos afrikaners deve custar US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões, conforme cotação atual) ao governo americano. O aviso ao Congresso diz que os EUA esperam que eles se integrem ao país sem comprometer recursos destinados aos cidadãos americanos.
Trump já afirmou que os afrikaners enfrentam um 'genocídio' na África do Sul. A alegação é contestada por afrikaners ouvidos pelo programa "60 Minutes", que relacionaram assassinatos em fazendas a um problema mais amplo de criminalidade no país. Em uma reunião tensa no Salão Oval no ano passado, ele confrontou o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa sobre essas alegações, mostrando um vídeo que destacava assassinatos de agricultores no país.
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